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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Setor de varejo e consumo lança manifesto alertando contra perigo das 'bets'

 

Quinze entidades empresariais alertam para o fato de que gastos com apostas atrai recursos da população, especialmente entre os mais pobres



Quinze entidades empresariais que representam setores de varejo e consumo divulgaram nesta quinta-feira um manifesto alertando para riscos associados ao crescimento das plataformas eletrônicas de apostas, conhecidas como bets”. O manifesto foi lido no encerramento do Latam Retail Show, feira de negócios e congresso do setor, que ocorreu esta semana, em São Paulo.

O documento, divulgado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), uma das entidades signatárias, começa alertando para o fato de que o crescimento das “bets” atrai “recursos da população dos mais diversos segmentos e faixas etárias".


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Marisa (AMAR3): ações caem 6,2% após renúncia de CEO e reestruturação; analistas veem barreiras para “turnaround”

 Além de saída do presidente, varejista também divulgou contratação de banco e consultoria para renegociar dívidas



As ações ordinárias da Marisa (AMAR3) caem forte nesta quarta-feira (8), após a companhia ter anunciado a renúncia do seu diretor-executivo (CEO), Adalberto Pereira dos Santos, no cargo há apenas oito meses. Os papéis fecharam com forte recuo de 6,19%, a R$ 1,06 (cabe destacar também o baixo valor de face dos ativos; assim qualquer queda ou alta de centavos leva a uma forte variação percentual).


Além da renúncia do CEO, a varejista divulgou também que contratou o banco BR Partners e a consultoria Galeazzi para ajudar na negociação de suas dívidas.


A Marisa vem queimando caixa trimestralmente, amargando prejuízos e tinha, no final de setembro de 2022, um endividamento bruto de R$ 788 milhões (considerando seu braço financeiro). O número corresponde a 44,7% do patrimônio da companhia, sendo R$ 200 milhões do total irão vencer no curto prazo.


Já segundo informações do Valor Econômico, citando fontes,  há espaço, junto aos credores, para um alongamento dos valores atuais totais da dívida líquida, na faixa de R$ 600 milhões.


“O mercado às vezes coloca muita expectativa na chegada de um executivo. É difícil não comparar, por exemplo, o que acontece com a Marisa com o que aconteceu com a Americanas (AMER3), no que tange os diretores. Nos dois casos, chegaram novos CEO com currículos invejáveis, mas também havia a evidência forte de problemas”, contextualiza Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante Investimentos. “Alguns enxergam os nomes como bala de prata, mudando a organização da casa, mas muitas vezes o problema está muito mais ligado ao macro”.


O cenário de Selic mais alta impacta a Marisa em alguns pontos do seu balanço: pagar os juros das dívidas fica mais caro, a companhia enfrenta com dificuldades em oferecer crédito para seus clientes (ponto importante do negócio) e, por fim, o consumo em todo o país acaba abalado.


É por todo esse combo que a varejista de moda acabou contratando o banco de investimentos e a consultoria – para buscar, junto a credores, mais espaço para saldar suas dívidas em meio ao momento difícil.


Clique e saiba mais...

Fonte:https://www.infomoney.com.br/mercados

quinta-feira, 14 de março de 2019

Vicunha e Ecoera de olho no impacto ambiental do uso da água

Preocupados com o impacto ambiental da produção têxtil, a Vicunha, maior produtora mundial de índigos e brins, e o Movimento Ecoera, consultoria com foco em ações sociais e ambientais que atua nos setores de moda, beleza e design, estão lançando o projeto Pegada Hídrica na indústria têxtil, que pretende criar uma metodologia para mensurar o consumo de água na produção de jeans. 


A proposta tem a parceria da H2O Company, especializada em promover uma gestão para a sustentabilidade, e da Organização Não Governamental (ONG) Iniciativa Verde, organização do terceiro setor que busca contribuir para a melhoria dos serviços ambientais como biodiversidade, água e qualidade do ar. 

A ideia do projeto, explicou o diretor executivo de Operações e Planejamento Estratégico da Vicunha Têxtil, Marcel Yoshimi Imaizumi, é utilizar métricas próprias para analisar o mercado da produção de uma calça jeans. “A gente não sabe se esTe número que está aí, de 15 mil litros de água para produção de um jeans é real. Isso é nos Estados Unidos. Nossa indústria não tem uma metodologia unificada”, conta. 

O objetivo, conforme Imaizumi, é promover transparência na cadeia da moda e fortalecer o setor, unindo os diversos players em prol da criação de indicadores próprios na gestão sustentável da água. “As empresas têm que ter posicionamento. A indústria têxtil é penalizada, porque existem iniciativas, mas não se conversam”, ressaltou. “Há uma necessidade de ação, vivemos num mundo de escassez. Como a Vicunha exporta e os consumidores lá fora são mais exigentes, estamos atentos à necessidade de conscientização e engajamento.”



A especialista em sustentabilidade e fundadora do Ecoera, Chiara Gadaleta, que atua nos setores de moda, beleza e design, afirmou que é preciso mapear os produtos para desmistificar quanto cada um realmente gasta de recursos hídricos. “A moda é um indicador do seu tempo, mas parou de representá-lo, porque hoje precisamos pensar em um mundo sustentável. Então, a moda tem que acompanhar isso, porque precisamos nos vestir”, afirmou.

Com a pegada hídrica, o que a Vicunha e a Ecoera pretendem é dar ferramentas de medição para que seja possível estabelecer metas de redução do consumo de água na produção têxtil. “Isso significa engajar também o varejo e o consumidor de modo a viralizar a mensagem. É uma plataforma de boas práticas”, sintetizou Chiara.

O projeto calculará o volume de água gasto em toda a sua cadeia de produção, desde o plantio do algodão até o final do processo, durante a lavagem na casa do consumidor. Além disso, o trabalho identificará a situação atual da empresa, indicando maneiras de redução e formas de compensação por meio de projetos socioambientais como recuperação do solo, conservação dos recursos hídricos, estoque de carbono e criação de corredores para a biodiversidade.

O cálculo será dividido em três indicadores de pegada hídrica: azul, verde e cinza. A pegada azul refere-se ao volume extraído das fontes de água doce, de superfícies ou subterrâneas. A pegada verde representa a água proveniente da chuva ou umidade do solo. Já a pegada hídrica cinza diz respeito ao volume de água necessário para diluir os poluentes e devolver a água tratada às redes de esgoto, de acordo com a legislação. A soma dos três indicadores confere a pegada hídrica total do produto.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Como a Adidas aumentou a receita de seu e-commerce usando inteligência artificial

Além de aumento expressivo no ticket médio, Adidas observou um crescimento de quase 1.000% na inclusão de peças nos carrinhos a partir de sugestões da IA


A Adidas implantou em sua loja virtual uma novidade que agradou os consumidores que gostam de recomendações personalizadas. O e-commerce da marca nos Estados Unidos passou a sugerir combinações de roupas partindo apenas da busca por um produto individual.

A solução, batizada de “Complete the Look”, foi desenvolvida com uma empresa especializada em inteligência artificial, a Findmine. Antes de a novidade ser implantada, os funcionários da Adidas tentaram desenvolver as sugestões de combinação manualmente, o que não gerou resultados satisfatórios para a marca.

Quando as sugestões foram inseridas manualmente, apenas 10% dos produtos pesquisados eram acompanhados de indicações de outros produtos que combinam com o tênis, calça ou camiseta pesquisados. Agora, a inteligência artificial é capaz de fornecer sugestões em todas as pesquisas.

Aumento na receita
Além de investir na experiência do cliente, a tecnologia já se mostra importante para o faturamento do e-commerce da Adidas. Segundo a marca, o ticket médio “aumentou significativamente” quando os cliente receberam recomendações de roupa a partir da inteligência artificial.

Durante a fase de testes da aplicação, metade to tráfego da Adidas.com era direcionado para as sugestões programadas manualmente, enquanto a outra metade viu sugestões criadas pela Findmine. As seis semanas de testes mostraram resultados melhores quando o “Complete the Look” usava inteligência artificial.

Desde a implantação total da solução, a Adidas registrou uma redução de 95% no tempo gasto na ferramenta. Mesmo assim, o números de itens inseridos no carrinho a partir das sugestões aumentou 960%.

“A Findmine nos ajudou a reduzir a quantidade de trabalho manual e nos ajudou a garantir que nossos produtos mais novos tenham vendas cruzadas a partir do dia 1, melhorando a conversão, o valor médio dos pedidos e a satisfação do cliente”, disse Brian Klavitter, diretor sênior da Adidas consumer experience, em entrevista ao portal Chain Store Age.

Fonte: https://portalnovarejo.com.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Saiba como a indústria têxtil irá se comportar em 2019

Por muitas décadas, a tradição norteou a moda, mas é justamente esse pilar que deverá ficar para trás se as marcas quiserem crescer neste ano. Segundo o The State of Fashion 2019, relatório anual elaborado pela McKinsey & Company, os próximos meses irão demandar um despertar nas grifes do segmento têxtil, pois algumas das regras antigas simplesmente não funcionam mais.
De acordo com a respeitada empresa de consultoria, independentemente do tamanho, as etiquetas precisarão colocar a agilidade em primeiro plano e priorizar as plataformas digitais. Além disso, será necessário assumir novas posturas sociais e satisfazer as demandas dos consumidores por transparência e sustentabilidade.
A realidade é que os millennials estão ditando as regras da moda e as labelsmais antigas precisam se reformular para atender os desejos dessa geração.
Vem comigo!

Fonte: https://www.metropoles.com

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Índice Zara: Brasil é o País mais caro para se comprar na varejista entre 44 países


De acordo com o Índice Zara, elaborado por Fabio Monteiro e Luiz Guanais do banco BTG Pactual e divulgado nesta segunda-feira (7), que compara uma cesta de 12 produtos da varejista em 44 países em que opera, a valorização do dólar incrementou a competitividade de alguns mercados, mas tornou a rede nos Estados Unidos uma das mais cara no mundo. O Brasil, no entanto, foi uma exceção à tendência dos mercados locais. Mesmo com o real perdendo valor ante ao dólar, por aqui, ficou mais caro comprar na Zara.

O principal motivo para isso, apontam os analistas, foi a incerteza das eleições presidenciais de 2018. O resultado foi uma alta de 18% da cesta de produtos da Zara no Brasil – uma mudança drástica, para dizer o mínimo, já que os produtos estavam 22% mais baratos em 2016.  Em 2014, os preços no Brasil bateram recorde e foram os mais caros do mundo, com uma taxa 21,5% maior do que a do país norte-aRegulação fiscal, complexidade no sistema de taxação e uma logística complicada são alguns dos principais obstáculos para quem deseja fazer negócio no Brasil, argumenta o relatório. “No caso da Zara, a subsidiária brasileira tem uma operação de manufatura diferente que a adotada pela estratégia global, em que a distribuição é centralizada e 57% das fábricas se encontram em países próximos, como Espanha e Portugal”, afirmam Monteiro e Guanais.

Outro ponto colocado é que o risco do mercado externo da empresa é maior em território brasileiro. Muito pouco é produzido localmente quando comparado ao ritmo de dez anos atrás, quando a produção da empresa totalizava 40%. Atualmente, 1,3% das fábricas da Zara estão concentradas no Brasil e na Argentina.

Índice Zara 2018 (sem ajustes inflacionários) – Margem de preço em relação aos Estados Unidos:mericano.


Índice Zara 2018 (com ajustes inflacionários) – Margem de preço em relação aos Estados Unidos:


“Não esperamos que as principais barreiras impostas sobre os varejistas estrangeiros caiam muito nos próximos anos”, revelam os associados do BTG. “Mas as coisas não estão às mil maravilhas para os comerciantes locais também. Disciplina e foco nos processos e controles continuam sendo o tema principal para se destacar no setor”.

Monteiro e Guanais chamam a atenção para as Lojas Renner (LREN3), que possui bastante espaço para crescer. No e-commerce, a B2W (BTOW3) e a Magazine Luiza (MGLU3) são dois outros destaques, apresentando bom foco e níveis elevados de serviço.

Fonte: https://moneytimes.com.br/

Automação na produção têxtil: como iniciar esse processo

A automação industrial atingiu todos os setores fabris, incluindo a produção têxtil. Em busca de maior segurança e qualidade, as máquinas atuam influenciando várias áreas, como a mão de obra, o controle de materiais e a otimização dos procedimentos.

Tornar as ações automatizadas dentro desse contexto confere uma integração sistêmica, elevando os níveis de produtividade. A automação se torna especialmente importante para as empresas de pequeno e médio porte, que podem contar com a mecanização como um fator fundamental para ganho de potencial competitivo.

Saia na frente e confira neste artigo como iniciar a automação na produção têxtil de sua empresa!

Automação como investimento
A tecnologia na indústria opera por meio de softwares, sensores e máquinas inteligentes que reproduzem os mesmos processos humanos, porém com mais eficiência e acerto.

A automação é o futuro das confecções, auxiliando tanto no gerenciamento da cadeia de produção como no desempenho dos funcionários.

Elevando a qualidade do serviço, a modernização aumenta o controle, trazendo mais economia e segurança para as fábricas.

A aplicabilidade na produção
Com um volume razoável de recursos, é possível iniciar a automação dentro de uma empresa têxtil. Veja de quais formas ela pode ser aplicada na produção:

  • integração de setores de dados de diferentes fontes;
  • formação de banco de dados de fornecedores e clientes;
  • controle de suprimentos e materiais;
  • monitoramento do estoque;
  • sistemas autônomos de corte, modelagem e secagem;
  • análise de amostras;
  • inspeção de qualidade.


A Indústria 4.0
Conhecida como a indústria do futuro, nela as fábricas atuam com sistemas de integração de dados para elaborar de modo complexo ações para lidar com contingências, buscando preservar o ritmo da produção.

Vista como uma nova revolução industrial, o modo de funcionamento conecta equipamentos e máquinas em rede, cruzando as informações para melhorar os procedimentos internos da confecção.

O Low Cost Automation
O conceito de Low Cost envolve o primeiro estágio de produção, para o monitoramento das variáveis que interferem na qualidade dos procedimentos automatizados. Os parâmetros utilizados podem conferir ajustes automáticos que auxiliam na otimização das máquinas, proporcionando um melhor desempenho de sua capacidade.

Os impactos negativos
Entre os maiores benefícios das medidas tecnológicas estão o uso inteligente da energia, a diminuição de erros, a maior sustentabilidade para o negócio e o aumento de vida útil das máquinas.

A empresa pode ter ganhos ainda em escalabilidade, produzindo mais com menos material e dinheiro. Para confecções que investem em personalização, alguns processos podem ser bem requisitados.

Os impactos negativos da automação
Uma vez adotados pela empresa, os sistemas inteligentes devem receber manutenção adequada, contando muitas vezes com profissionais especializados. Além na renovação da mão de obra, que deve ser operada em logística com a gestão, o amadurecimento operacional pode trazer uma baixa na época de transição.

No entanto, de toda forma, a automação é um negócio vantajoso para a produção têxtil. Trazendo noções contemporâneas para o trabalho dentro das fábricas, ela tende a beneficiar todos os setores combinando produtividade com satisfação.

Fonte: https://fcem.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Expectativas para a cadeia têxtil nacional

Capa-book-IEMI-Brasil-Têxtil-2018





“Tínhamos expectativas otimistas para 2018, que infelizmente não se confirmaram. Ao invés de fecharmos o ano com crescimento de 2,8% devemos ficar em 1,4%, disse Fernando Pimentel, Presidente da Abit, durante a apresentação do balanço setorial realizado na sede da entidade, em São Paulo, no último dia 28 em setembro. 

Ao lado do economista, Marcelo Prado, diretor do instituto, IEMI – Inteligência de Mercado, especializado em números da cadeia têxtil/vestuário/varejo, Pimentel disse que apesar do recuou da produção – acentuado a partir do segundo semestre deste ano, após a greve dos caminheiros, o setor têxtil/confecção “… ainda assim resistiu, o que é alentador no ano de economia difícil no País”. Para 2019, Pimentel espera que a economia brasileira reaja. “Nossa projeção é um crescimento de 2,9% na produção dos têxteis. Se houver aquecimento da economia e na geração de empregos nos primeiros meses do próximo ano, os volumes de importação deverão permanecer estáveis. Por outro lado a demanda interna aquecida movimentará também, a produção nacional estabilizando o mercado”, avalia. (Textilia/05-10-2018)

Fonte: http://www.iemi.com.br/

Abit e IEMI apresentam balanço da cadeia têxtil e vestuário

Legenda: O presidente da Abit, Fernando Pimentel.

"Tínhamos expectativas otimistas para 2018 que, infelizmente, não se confirmaram. Em vez de fecharmos o ano com crescimento de 2,8% devemos ficar em 1,4%", disse Fernando Pimentel, presidente da Abit – Associação Brasileira da Indústrias Têxtil e de Confecção, durante apresentação do balanço setorial, realizado na sede da entidade, em São Paulo, no último dia 28 de setembro. Ao lado do economista Marcelo Prado, diretor do instituto IEMI Inteligência de Mercado, especializado em números da cadeia têxtil/vestuário/varejo, Pimentel disse que apesar do recuo da produção - acentuado a partir do segundo semestre deste ano, após a greve de 11 dias dos caminhoneiros - o setor têxtil/confecção "ainda sim resistiu, o que é alentador num ano de economia difícil no país".

Para 2019, o presidente da Abit espera que a economia brasileira reaja. "Nossa projeção é um crescimento de 2,9% na produção têxteis. E isso não dependerá só da flutuação do câmbio (que favorece as importações de vestuário quando o real se desvaloriza), mas também da retomada do consumo interno. "Se houver aquecimento da economia e geração de empregos nos primeiros meses do próximo ano, os volumes de importação deverão permanecer estáveis. Por outro lado, a demanda interna aquecida movimentará também a produção nacional, estabilizando o mercado", avalia.

Raio X da cadeia têxtil

O economista do IEMI, Marcelo Prado, apresentou um balanço do setor nos últimos cinco anos, compreendendo o período de 2013 a 2017, para mostrar a evolução da cadeia têxtil brasileira. De acordo com o estudo Brasil Têxtil 2018, o mais completo relatório macroeconômico da indústria têxtil e confeccionista do país, editado pelo IEMI desde 2001, neste período houve queda no número de indústrias operando no Brasil, reflexo da crise econômica que se acentuou a partir de 2014. No têxtil, a redução foi de 17.0% enquanto que a queda no número de confecções foi de 17,8%. A produção do setor caiu 7,7%, de 2013 a 2016. Em 2017 houve uma recuperação de 3,2%, muito além da expectativa.

LEGENDA: O economista do IEMI, Marcelo Prado, explica os números do setor.
De acordo com relatório (dados de 2017), no Brasil existem 27 mil indústrias formais atuando na cadeia têxtil/confecção, sendo 21 mil no segmento vestuário. Com um faturamento da ordem de US$ 52 bilhões, e 1,5 milhão de empregos gerados, a indústria têxtil e de confecção está presente em todo o território nacional, embora, a maioria das fábricas esteja concentrada na Região Sudeste, que abriga 46,1% das unidades produtivas, seguida pelo Sul com 31,5% e Nordeste com 17,6%. A produção têxtil brasileira é de 2 milhões de toneladas ano, e da confecção, que inclui vestuário, meias, acessórios e roupas de cama, mesa e banho, é de aproximadamente 6 bilhões de peças/ano. Ainda de acordo com o IEMI, no ano passado, foram investidos na cadeia têxtil US$ 398 milhões em tecnologia e estrutura de produção.
Varejo em números
O varejo de vestuário registrou evolução significativa em 2017, com 8,1% de crescimento em número de peças comercializadas. Para 2018, espera-se um crescimento de 1,8% no acumulado do ano. "Embora seja um número positivo, está aquém do esperado, assim como a perspectiva geral do setor. Isto é reflexo da instabilidade do cenário nacional e da redução de confiança do consumidor", atesta Marcelo Prado.
No segmento Jeanswear, um dos mais fortes no mercado brasileiro de vestuário, Marcelo Prado, entretanto, espera bom desempenho. Segundo ele, em 2019 deverá crescer 2% em volume de produção – cerca de 4 a 5 milhões de peças a mais - e 5% em valores nominais. "Trata-se de um produto de massa, usado em todas as ocasiões, por todas as classes sociais, e que possui também apelo de moda", diz. Estima-se que o Brasil produza hoje 270 milhões de pares de jeans por ano, sendo 18% desta produção localizada no estado de Pernambuco.
O estudo do IEMI registra que em 2017, o varejo físico movimentou R$ 220,4 bilhões em vendas. O Brasil contou com 152,4 mil pontos de venda de vestuário, incluindo lojas especializadas e não especializadas (exemplo: lojas de departamento e hipermercados). Cerca de 52 mil deles (35%), englobam os 571 shoppings em operação no País. Todavia, a crise também afetou drasticamente este segmento, causando o fechamento de 11 mil pontos de venda de moda. "O canal que mais sofreu com a crise foi o pequeno varejo independente (multimarca; não organizado em redes). Entretanto, as lojas independentes ainda são o principal canal de varejo do vestuário em volumes, com 36,5% do total", explica Prado. O economista também apresentou projeções para 2022, conforme mostram as tabelas.
Marcelo Prado destacou ainda que as lojas de departamento (C&A, Renner, Riachuelo, Marisa, entre outras) permanecem como as principais âncoras dos shoppings. Porém, ele aponta que o perfil do varejo de vestuário no Brasil está mudando, seguindo a tendência internacional. "Antes era o varejo de preço baixo, hoje já existe um apelo de moda maior, de customização conforme a demanda e de produtos com preços acessíveis".

O Portal Textília.net não autoriza a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo aqui publicado, sem prévia e expressa autorização. Infrações sujeitas a sanções.
Por: Marcia Mariano
Fonte: http://www.textilia.net/

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Problemas do varejo que a Indústria 4.0 já está resolvendo

Tecnologia IoT, impressão 3D e robótica estão revolucionando o mercado varejista. Ronaldo Oliveira, diretor regional da PTC, fala sobre aplicações que impactam o varejo mundial

À medida que a Indústria 4.0 acelera o crescimento da manufatura inteligente e avançada, muitos mercados estão sendo transformados por tecnologias que ajudam a otimizar ainda mais as operações comerciais. Quando pensamos em varejo e fast fashion, imagens de lojas, glamour, estilos modernos e influenciadores de redes sociais podem ser lembradas. Mas nos bastidores, os fabricantes estão montando coleções que os designers criam utilizando materiais provenientes de uma rede global de fornecedores, dentro de prazos cada vez mais apertados e preferências do consumidor em constante evolução. Por mais complexo que possa parecer, várias tecnologias emergentes estão prestes a gerar um impacto significativo no setor de varejo e na forma como os produtos são projetados e desenvolvidos.

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Nesse artigo cito apenas três tecnologias, que já estão impactando o varejo mundial:

Internet das coisas (IoT)
Desde a otimização do layout de lojas inteligentes e conectadas até a melhor prevenção contra roubo usando tags RFID, há um número crescente de casos de uso da IoT no varejo. A facilidade na administração dos níveis de estoque se torna muito mais simples quando a tarefa de verificar o estoque é automatizada pela computação da IoT. Um sistema de alertas pode ser configurado para garantir que os itens de vendas mais quentes sejam reabastecidos adequadamente, e a conectividade com os sistemas de PLM (product lifecycle management) significa mais rapidez para avaliar a orquestração das cadeias de suprimentos.

Ou seja, a análise preditiva com base em IoT pode fornecer aos varejistas informações úteis para orientar suas decisões de negócios, conectando e visualizando dados rapidamente em vários sistemas. A aplicação do aprendizado de máquina aos dados da IoT permite que os varejistas detectem tendências e respondam de maneira proativa, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva baseada em dados e um melhor entendimento de seus clientes.

Impressão 3D
Uma das tecnologias da Industry 4.0 que pode ser a mais potencialmente disruptiva para o mercado de varejo é a impressão 3D. Em vez de adivinhar quais estilos serão mais bem-sucedidos e produzir um número definido de roupas e vestuário para estocar na loja física e online, a impressão 3D permite ao varejista selecionar determinados designs ou criar os próprios designs e, em seguida, ter seus itens feitos para o cliente após a venda. Esse conceito de comprar o produto antes de ser criado pode virar o processo de fabricação de cabeça para baixo, eliminando os problemas de desperdício e de estoque excessivo. Grandes redes de varejo já estão experimentando este modelo: investir primeiro na tecnologia, e no inventário em segundo lugar.

Robótica
Os robôs também podem ajudar a melhorar os níveis de estoque nas lojas, e muitos varejistas de grandes volumes já estão usando a robótica para automatizar processos de armazenamento, como embalagem e manuseio de itens. À medida que o uso da robótica se torna mais convencional, os compradores esperam ver e interagir com os robôs como parte da experiência de compra física. Eles podem atender a uma série de funções, desde ajudar compradores a localizar itens e auxiliar com checkouts, até monitorar prateleiras de estoque.

Assim como os dispositivos inteligentes e conectados e as máquinas de impressão 3D, o uso da robótica no varejo gerará uma grande quantidade de dados que podem ser usados para entender melhor as preferências do cliente e ajudar os varejistas a oferecer uma experiência mais envolvente. A chave é aproveitar esses dados e transformá-los em uma visão prática que ofereça uma vantagem única.

Ronaldo Oliveira é o Diretor Regional Latam Sul da PTC, empresa de tecnologia fornecedora de soluções de Internet das Coisas, realidade aumentada e PLM (Product Lifecycle Management).

Fonte: https://portalnovarejo.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2018

CAMISARIA COLOMBO SE REESTRUTURA PARA VOLTAR A CRESCER

A Camisaria Colombo, dos irmãos Álvaro e Paulo Jabur Maluf, passou por duas tentativas de parcerias recentes, envolvendo vendas de participação. Primeiramente, foi a Gávea Investimentos que, entre 2013 e 2014, adquiriu 49,9% da empresa. O acordo terminou com a recompra dessa fatia pelos controladores, em fevereiro de 2015. Seis meses depois, veio o anúncio de que haveria um novo sócio para a companhia, o Garnero Group Acquisition Company (GGAC), braço de aquisições do banco de negócios no exterior do empresário Mario Garnero, o Brasilinvest. Essa transação, que foi avaliada em R$ 1,1 bilhão, previa a atração de investidores internacionais para a rede de lojas. Um ano depois, o negócio foi desfeito com a alegação que os irmãos Maluf não teriam cumprido a sua parte, tanto em termos financeiros quanto na divulgação de informações aos sócios, além de que estariam

Agora, a Colombo está mais uma vez à venda. E, segundo pessoas próximas, dessa vez, os irmãos estão conscientes de que precisam negociar uma parcela significativa a um novo sócio ou até mesmo se desfazer totalmente da companhia fundada em 1917. A empresa atravessa uma recuperação extrajudicial, desde março de 2017, e começa a dar sinais de retomada. A chegada de um investidor poderia completar a transição para dias melhores. A gestão tem sido tocada pela Starboard, companhia de reestruturação que, atualmente, também administra a varejista Máquina de Vendas, buscando resultados similares: a melhoria da operação e uma venda. Mesmo com o baque sofrido pelo comércio após a greve dos caminhoneiros, a expectativa é de que a Colombo apresente neste ano um Ebitda positivo, de R$ 25 milhões (no primeiro semestre se esperava que pudesse ser o dobro disso). Em 2017, o resultado foi R$ 130 milhões negativos. “Fizemos um processo de estabilização da empresa, com o fechamento de lojas, diminuição do tamanho de outras e a renegociação do preço dos aluguéis”, afirma Warley Pimentel, sócio da Starboard, criada no início de 2017 por ex-executivos da área de reestruturações do banco Brasil Plural. “A empresa está enxuta.”

A empresa encolheu para ficar mais eficiente. De um total de cerca de 450 lojas, em 2014, a Colombo conta agora com 250 pontos. E 30% das lojas diminuíram de 130 m2 para 75 m2. Todas as outras também deverão ficar menores. A consultoria Bain Company foi contratada para repensar o mix de produtos. “Vamos focar apenas em roupa social e esportiva masculina, em vez de ter ofertas para crianças e para mulheres”, diz Pimentel. “E já fizemos todas as compras para a temporada de Natal.” Essa receita é defendida como inevitável. “A Colombo, como outras empresas, teve um crescimento agressivo demais e de forma alavancada, e muitas lojas de resultado duvidoso foram abertas”, afirma Alberto Serrentino, analista de varejo da Varese Retail. Ele cita o otimismo exagerado com o boom da economia até 2014 como a origem desse contexto. “Quando a economia virou e houve o corte das linhas de crédito, não sobrou alternativa senão a racionalização dos recursos, a renegociação de contratos e a mudança de sortimento de produtos”, diz.

Um ponto mais delicado da recuperação é a renegociação da dívida de R$ 1,2 bilhão da empresa. Os bancos, os maiores credores, incluindo Itaú, Santander e Bradesco, aceitaram que a dívida fosse transformada em debênture conversível, enquanto ainda corre uma negociação de abertura de nova linha de crédito. Houve um primeiro ano e meio de carência dos pagamentos, que venceu em julho, quando a empresa começou a quitar os débitos. Os pagamentos deverão ser feitos durante oito anos e começaram com a dívida de R$ 100 milhões relativas a juros.

Nem todos os credores demonstram satisfação. Alegando ter R$ 80 milhões a receber, as confecções Caedu, Blue Bay e Blue Center entraram com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo, depois que a Colombo pediu há quatro meses a extensão do prazo de pagamento. Segundo a defesa das fornecedoras, representada pelo escritório Warde Advogados, as empresas não subscreveram ao plano de recuperação extrajudicial e querem que a Gávea pague a dívida. “É muito estranho terem recebido um pagamento logo antes da recuperação extrajudicial”, diz uma fonte próxima dos fornecedores. Procurada, a Gávea afirmou que não tinha nada a comentar sobre o caso. Já a Colombo alega que o processo tem motivação concorrencial, pelo fato de a Blue Bay e da Blue Center possuírem ações da rival TNG, e que se trataria de um caso isolado dentre os credores. Também observa que não poderia, por lei, pagar antes a elas em relação a todas as outras fornecedoras.




Fonte: Isto É Dinheiro

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Comércio ilegal movimenta 80 bilhões de dólares ao ano na América Latina

Nos dias 28 e 29 de agosto, foi realizada a quarta edição do Encontro da Aliança Latino-Americana Anti-Contrabando (ALAC), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento reuniu autoridades governamentais e representantes de diversas indústrias de 15 países com o objetivo de trocar experiências e coordenar planos de ação para combater em conjunto um dos problemas que mais afetam a região.

Comércio ilegal movimenta 80 bilhões de dólares por ano na América Latina - Nexofin

Durante o evento, o ALAC revelou que o contrabando movimenta 80 bilhões de dólares anualmente na região, afetando diferentes indústrias, incluindo calçados, cosméticos, têxteis e confecções.

Diante dessa informação e seguindo os passos de Chile, que em 2016 lançou seu Observatório do Comércio Ilícito, representantes da Guatemala, Costa Rica e Colômbia apresentaram aos participantes os avanços em suas próprias plataformas de observação criadas para a troca ideal de informações, estudos, práticas e dados relacionados ao comércio ilegal local, com o objetivo de erradicar a referida atividade em seus respectivos países.

Vale lembrar que o Observatório do Comércio Ilícito criado pela Câmara Nacional de Comércio do Chile reúne os esforços de instituições públicas e privadas para gerar informações relevantes, possibilitando a criação de políticas que combatam essa atividade. Quando lançada, essa iniciativa foi pioneira não apenas no Chile, mas em toda a América Latina.

Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Competitiva (ETCO) e co-presidente do ALAC, pediu aos países membros do ALAC para "adotar medidas nos âmbitos tributário, regulatório, policial e de fiscalização, diplomático e legislativo, uma vez que se trata de um problema multifacetado que prejudica toda a sociedade".

A secretária-executiva do Observatório do Comércio Ilícito do Chile, Nicole Kuppenheim, expôs ao público o andamento do projeto no mercado local, confirmando que continua agregando players e ações concretas, como o documento "Medidas para o combate do comércio ilegal" que consolida 22 propostas em matéria de controle, legislação, educação e divulgação.

ALAC é uma iniciativa lançada em 2016 com o objetivo de criar uma agenda conjunta com os governos da região para reduzir o contrabando. A aliança é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

A quinta edição do Encontro da Aliança Latino-Americana Anti-Contrabando (ALAC) deve ser realizada na Costa Rica, embora ainda não tenha sido confirmado oficialmente pela organização.

Por Alicia Mares
Traduzido por Novello Dariella

Fonte: http://br.fashionnetwork.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

IA e Big Data: as novas apostas da H&M

A H&M está a apostar na Inteligência Artificial (IA) e análise de dados (Big Data), para recuperar a sua rentabilidade e corresponder às necessidades atuais dos consumidores.


O objetivo é construir um negócio mais forte, melhorar a eficiência na cadeia de aprovisionamento e ir ao encontro aos gostos dos consumidores, graças aos conhecimentos obtidos acerca das tendências da moda e as preferências de seus clientes, avança a Forbes. Recorde-se que os últimos anos da H&M foram marcados por uma performance menos brilhante e a mais significativa perda de lucros em seis anos (ver H&M volta a desiludir). Ainda assim, apenas o tempo dirá se o investimento é suficiente para impulsionar as vendas.

Big Data ajuda a evitar ciclos negativos

Há cerca de 20 anos, as marcas de fast fashion quebraram com o pré-estabelecido ao construírem negócios onde privilegiavam melhores preços e produtos novos em detrimento da qualidade. Ainda assim, de modo a serem bem-sucedidas, marcas como a H&M têm a necessidade de antever o que o mercado necessita, tanto para evitar ciclos negativos nos produtos como a necessidade de vender o inventário com descontos. Tendo em conta que os níveis de preços já são incrivelmente baixos para o retalho fast fashion, é difícil recuperar de más decisões de compra e vender os produtos indesejados. Para as cadeias fast fashion, as expectativas são altas e os conhecimentos obtidos através da análise de dados podem ajudar a construir uma cadeia de aprovisionamento mais rápida e flexível, detetar mais facilmente tendências, gerir o inventário e definir preços.

Lojas diferentes, inventários diferentes

Outrora poderíamos entrar em qualquer loja da H&M, fosse na Suécia, no Reino Unido ou nos EUA, e os produtos seriam bastante similares. Recentemente, a retalhista teve necessidade de baixar os preços para vender inventário nas suas 4.288 lojas de todo o mundo. Para melhor organizar os pontos de venda com a oferta que o cliente necessita, a H&M está agora a analisar devoluções, recibos e informação contida nos cartões de clientes para personalizar os artigos propostos em cada loja. Esta medida, conhecida como “localização”, pode ser mais difícil de executar para uma marca global como a H&M, que tipicamente pode alavancar economias de escala com a sua rede global de fornecedores.

Armazéns automatizados

De forma a que o inventário seja personalizado em cada loja e responda às exigências dos consumidores, a H&M investiu em armazéns automatizados. Uma medida que irá permitir à retalhista realizar entregas no dia seguinte ao pedido em 90% do seu mercado europeu. Os clientes atuais exigem entregas em qualquer lugar, a qualquer hora, com portes e devoluções gratuitas – a última a ser oferecida aos clientes mais fiéis da H&M. Os armazéns automatizados e os programas de fidelidade são alimentados por algoritmos e a empresa está a implementar a tecnologia RFID, utilizando assim a radiofrequência para captura de dados nas suas lojas de forma a melhorar a eficiência da sua cadeia de aprovisionamento.



Fonte: https://www.portugaltextil.com

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Custo maior e deflação na ponta põem varejistas têxteis em situação delicada

Fatores macroeconômicos e inverno ameno fizeram o setor recuar 3,4% no volume de vendas em junho; esperança de empatar os ganhos com 2017 reside em um avanço no segundo semestre

Queima de estoque: promoções são aliadas dos varejistas para conseguir acabar com produtos parados

Após ser atingido por uma deflação de 0,76% no acumulado dos dois últimos meses, o setor de varejo têxtil amargou queda de 3,4% no volume total de vendas no mês de junho. Até o final de 2018, os lojistas esperam recuperar os prejuízos obtidos com uma sincronia maior entre as temperaturas das Regiões Sul e Sudeste e as coleções de inverno. “Até meados de maio tivemos um inverno muito quente, impactando as vendas previstas para o período do Dia das Mães, uma das datas mais importantes no calendário do varejista”, afirmou o diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), Edmundo Lima. 


De acordo com o porta-voz da entidade, uma série de eventos neste ano gerou um efeito em cascata negativo sobre o desempenho do comércio de roupas, tecidos e calçados – com destaque para a greve dos caminhoneiros no mês de maio. “A paralisação fez com que o fluxo de consumidores nas lojas diminuísse, afetando também as vendas projetadas para outra data comemorativa, o Dia dos Namorados”, afirmou Lima. 

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, referente ao mês de junho, no acumulado do ano, as perdas do setor têxtil chegaram a 3,5%. No que diz respeito à receita nominal dos lojistas brasileiros, segundo o balanço, houve retração de 1,8% na mesma base de comparação. Especificamente no mês da paralisação, o faturamento desse mercado encolheu cerca de 3,3% ante o mês anterior. “Os lojistas já vinham tentando se recuperar por meio de liquidações antecipadas desde o Dia dos Namorados [12 de junho]”, argumentou Lima. 

Daqui para frente Tendo em vista esse cenário de queda no volume de vendas, tendência de deflação dos produtos e aumento de custos, Lima descarta que ocorra uma transferência de custos ao preço final das mercadorias. “Atualmente, o lojista não consegue realizar esse repasse para o preço dos produtos para os clientes. 
Os consumidores, ainda mais hoje, estão muito sensíveis a qualquer tipo de variação nesse sentido.” Para ele, a expectativa é de que ocorra maior compatibilidade entre as temperaturas e os estoques disponíveis. “O esforço que vemos agora é referente à chegada da estação da primavera e um clima mais condizente com o lançamento das novas coleções para atrair mais consumidores às compras”, destacou o porta-voz.

A análise do diretor executivo também passou pelo cenário macroeconômico do País. “Esse ano, em particular, é desafiador para o setor têxtil – tendo em vista as indefinições na política brasileira e uma economia ainda travada. Estamos lutando para manter o resultado obtido em 2017”, destacou Lima. No ano passado, esse segmento apresentou crescimento em torno de 3,5% – com uma movimentação financeira de R$ 144 bilhões. 


Ainda de acordo com ele, para o segundo semestre de 2018, a perspectiva continua otimista mesmo após os percalços dos últimos meses. “Datas comemorativas como o Dia das Crianças, Dia dos Pais, Natal e Black Friday , colocando a marca num processo de liquidação”, afirmou. Apelo promocional Para a diretora-geral da consultoria empresarial Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt, a queda no volume de vendas do setor também está ligado a falta de confiança do consumidor no cenário econômico como um todo. 

“Nesse sentido, com a perspectiva de melhora no longo prazo, o varejista vai ter que ajustar sua operação interna, revendo custos relacionados à operação das lojas e renegociando com os fornecedores”, afirmou. 

De acordo com ela, para não depender totalmente de datas comemorativas, uma possível alternativa para o lojista é criar eventos promocionais “próprios”. Além disso, ela afirma que, atualmente, é necessário complementar o poder de venda das unidades às plataformas virtuais, considerando também uma redução nos custos fixos dos negócios.

Fonte:  https://www.dci.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

ROUPAS SOBEM MUITO NO ATACADO EM JUNHO

Mesmo com o freio no consumo que vem pressionando o varejo, as confecções reajustaram os preços no mês ultrapassando os 2%, também tem alta na indústria têxtil mas não tão forte.

Desde janeiro os preços das roupas no atacado não param de crescer a despeito da queda de consumo na ponta, mantendo curva de alta crescente, da mesma forma que a maioria das atividades industriais no país. Conforme a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), divulgada na manhã dessa quinta-feira, em junho os preços na porta de fábrica das confecções subiram 2,07% em relação a maio, o segundo maior aumento do ano (o primeiro foi em janeiro com alta de 4,07%).

Os artigos em malha continuaram a pressionar os preços no atacado também em junho, completados no mês pelo encarecimento das camisas masculinas e das calças femininas, mostra a pesquisa. Os reajustes da indústria de itens têxteis, que atingiram o pico do ano em maio com alta de 1,61%, relativamente desaceleraram em junho com aumento de 0,98%, em função da alta dos preços na porta de fábrica (não incluem valor dos impostos e custo de frete) dos tecidos de algodão e dos mistos com outras fibras, das toalhas de banho e rosto, dos sacos feitos de não-tecido ou de fibras sintéticas.

A alta foi generalizada entre as 24 atividades industriais monitoradas pelo IBGE, das quais apenas cinco mostraram recuo sobre o mês anterior. O IPP de junho, que inclui preços da indústria de transformação e extrativista, registrou alta geral de 2,28%, muito em função de cinco atividades de grande importância para o setor, diz o IBGE: extrativista (5,72%), química (4,47%), alimentos (3,37%), derivados do petróleo (2,85%) e metalurgia (2,85%).

DESEMPENHO SOBRE JUNHO DE 2017
A comparação com junho do ano passado mostra que os preços da indústria subiram além da inflação. O setor como um todo registrou alta do IPP de 13,45% nesse confronto, já os reajustes aplicados pelas confecções de vestuário e pela indústria de artigos têxteis atingiram patamar bem menor. As roupas no atacado ficaram 5,43% mais caras que em junho de 2017 e os têxteis subiram 7,76% na mesma comparação, aponta a pesquisa do IBGE.


Fonte: http://gbljeans.com.br

terça-feira, 20 de março de 2018

ABVTEX fortalece adesão ao Movimento contra a Pirataria

A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) aderiu ao Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro

ABVTEX - Associação Brasileira do Varejo Têxtil

A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) aderiu ao Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro - coordenado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP).

De acordo com dados do Movimento, em 2017, as perdas com contrabando, falsificação, pirataria e evasão fiscal no Brasil alcançaram R$ 146 bilhões. Este volume de recursos gerado pelo mercado ilegal financia as organizações criminosas (contrabando de armas, tráfico de drogas etc), que se fortalecem cada vez mais, atuando nas fronteiras, estradas e nas cidades, ocupando espaços, afrontando o poder do estado e aumentando a violência nos municípios.

Para Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX, a participação no Movimento como uma das 70 entidades signatárias do Manifesto, lançado neste mês de março, reforça este pilar de atuação da entidade. “Temos que alertar autoridades, consumidores e a sociedade como um todo sobre os prejuízos que a concorrência desleal gera ao País. Além de ser crime, as fraudes são um perigoso incentivo ao uso de mão de obra análoga à escrava na cadeia de fornecimento do setor de vestuário e calçados, uma vez que empresas informais podem estar usando este artifício para reduzir custos”, afirma.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade afirma que os prejuízos atingem diretamente 15 setores produtivos com o mercado ilegal (contrabando/descaminho, falsificação, pirataria e fraudes), entre eles os de vestuário, calçados e acessórios.

A ABVTEX, desde sua fundação, em 1999, sempre se posicionou no combate à informalidade. “Temos um mercado formalizado que respeita as legislações fiscais, tributárias e trabalhistas competindo em pé de absoluta desigualdade com quem sonega ou falsifica produtos. Além disso, o consumidor não tem garantia de origem de produto e nem de que forma ele foi produzido”, acrescenta Lima.

O manifesto lançado pelo Movimento e assinado pela ABVTEX destaca: “O País que os brasileiros merecem é aquele onde há respeito à dignidade das pessoas, com defesa da vida, do bem-estar das famílias e de um ambiente propício para empreender e gerar emprego e renda. Contrapõe-se a tudo isto o crime e a insegurança, que afetam o direito de ir e vir das pessoas e o direito à competição justa entre as empresas. ”

A união dos setores mais afetados pela pirataria e fraudes busca envolver o governo federal, o congresso, entidades empresariais e públicas e a sociedade como um todo para, todos juntos, lutar de forma contundente e permanente contra todas as formas de transgressão que afetam a segurança do País e restringem o seu desenvolvimento econômico e social, em especial aquelas que alimentam o mercado ilegal e servem de fomento para a expansão do crime organizado.

A ABVTEX destaca os principais pontos defendidos pelo Movimento:

Defesa da legalidade, com um programa efetivo de segurança pública integrando a administração pública por meio de ações coordenadas e envolvendo a União, os Estados e Municípios, com participação da sociedade civil no combate ao contrabando e ao descaminho, à pirataria, à falsificação, às fraudes, à sonegação fiscal, o roubo de carga e a lavagem de dinheiro.
Estímulo ao desenvolvimento econômico por meio de incentivos para a maior formalização das atividades econômicas, a simplificação do sistema tributário em todos os níveis; diminuição da carga tributária que onera o cidadão e o aperfeiçoamento da gestão pública, obedecendo as melhores práticas de governança existentes.

Leia a íntegra do Manifesto no site da ABVTEX.

Chanel processa um dos maiores brechós de Nova Iorque

O processo por propaganda enganosa pode custar milhões para o famoso brechó de Manhattan

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Mais do que um brechó de luxo no centro de Manhattan, o What Goes Around Comes Around se tornou um point de turistas em Nova York. Conhecido por sua extensa variedade de produtos, em grande parte Chanel, o local divulgava até mesmo a propagação do título de "maior coleção de peças vintage da Chanel no mundo".

A fama fazia muitos turistas optarem por visitar o endereço em vez de ir numa tradicional loja da maison francesa na cidade.

A Chanel está intolerante quanto tamanha associação que o WGACA esta fazendo com a grife, o que levou a abrir um processo na última quarta-feira (15.03) por direitos autorais, prática de propaganda enganosa, competição desleal, entre outros.

Há um tempo, o brechó tinha de fato tentado uma aproximação oficial que foi negado pela Chanel.

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"A Chanel não tolerará nenhuma das partes que implicam falsamente uma relação ou parceria com a Chanel, já que essas práticas são extremamente enganosas para os clientes e prejudicam a reputação de marca da Chanel," disse uma porta-voz da empresa.

A grife francesa também alega a comercialização de caixas e embrulhos da marca que nunca permitiu a venda desses ítens. Entre outras acusações o uso de imagens e campanhas publicitárias da Chanel em seu site e mídias sociais. Atualmente, no site da WGACA, existem cerca de 400 produtos Chanel, desde acessórios até vestuário.



Frank Bober, vice-presidente do What Goes Around, negou as alegações da Chanel.

"Nós asseguramos que nada pode estar mais longe da verdade", disse Bober. "Acreditamos que as alegações são completamente infundadas e pretendemos defender-nos vigorosamente".



https://www.revistalofficiel.com.br

PITICAS INVESTE R$ 5 MILHÕES EM TECNOLOGIA PARA AUXILIAR ESTOQUE


Presente em todos os estados do Brasil e com uma fábrica capaz de fazer mais de 25 mil camisetas por dia, a Piticas adotou um sistema de etiquetas RFID, para fazer com que todas as unidades e a fábrica matriz tenham controle em tempo real dos produtos em estoque em toda a rede. Para a iniciativa foram investidos R$ 5 milhões.

Agora, ao invés de levar seis horas para inventariar 2,5 mil peças, por exemplo, a tarefa dura sete minutos. “ Essa inovação ajudará o franqueado a controlar melhor seus estoques, fazer pedidos automáticos e gerir seu negócio com maior precisão e facilidade”, diz Felipe Rossetti, um dos fundadores da marca.

Ele lembra ainda que, por meio da ferramenta, é possível descobrir informações como código, cor, tamanho, local do item na gôndola, e check-out com sensores.

“Acreditamos que essa nova tecnologia é o futuro do varejo, por isso ficamos muito felizes em sermos pioneiros nesse segmento”, disse o executivo, ressaltando que os R$ 5 milhões aportados envolveram instalação das ferramentas tanto nos pontos de venda, quanto na fábrica.

Fonte: DCI

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ROUPAS PRODUZIDAS POR COMPUTADOR, E MULHERES QUE PROGRAMAM

Arte, ciência e moda. É assim que podemos classificar a marca PH5 que cria tecidos de alta tecnologia, e que com a colaboração da startup Girls Who Code produz roupas por computador.


O Universo Geek está invadindo o design e a moda. Engenheiros e programadores estão tornando possíveis projetos inovadores na moda, assim como na marca PH5, que desafia a visão convencional da malha e apresenta ideais disruptivas com técnicas de tricô arquitetônicas, codificadas por esses profissionais. Códigos especiais são criados para programar cada ponto que a máquina fará na produção dos vestidos, macacões, suéters, calças e saias. Produzir malhas diferentes demanda que os computadores sejam programados constantemente com códigos também diferentes, e essa é uma área que muitos desconhecem e que é de extrema necessidade para a moda tecnológica





Nessa parceria a Girls Who Code se destaca por quebrar a imagem criada de programadores nerds, e exibe mulheres lindas e vaidosas, ligadas a moda, que codificam muito bem computadores para a fabricação de roupas, e não só estão aptas a trabalhar nessa indústria como estão a frente da maioria que atuam nela. Sendo assim, nesse time todos ganham, a PH5 que é uma marca feminina de malha contemporânea e avançada, com design vanguardista, acabamento impecável e padrões incríveis, e a Girls Who Code que é a peça chave para dar vida a esse projeto com muito capricho.

Quer aprender a linguagem da programação e desbravar novas e inovadoras áreas na moda? Inscreva-se para o Programa imersivo de tecnologia e programação para a moda inteligente. Em Abril, em São Paulo.

Fonte: http://divaholic.com.br

Juros altos prejudicam duplamente a sociedade, afirma presidente da Abit

Fernando Valente Pimentel, presidente da Abit, salienta ser preocupante a confirmação, na ata da última reunião do Copom, divulgada no dia 15 de fevereiro, de que o ciclo de corte da Selic iniciado em 2016 será interrompido. “Os juros altos vigentes no Brasil causam duplo prejuízo à sociedade: reduzem investimentos do Estado em áreas prioritárias; e diminuem competitividade das empresas e endividam as famílias”.

Pimentel salienta que a decisão do Copom de reduzir a Selic para 6,75%, menor taxa desde 1999, quando foi implantado o regime de metas da inflação, é positiva, mas mantém os juros brasileiros entre os mais elevados do mundo. Além disso, a paulatina redução pela 11ª vez ainda não produziu impactos positivos relevantes na economia e na vida de pessoas e empresas, a começar pelo fato de os bancos não terem ajustado proporcionalmente suas taxas.

Os efeitos da Selic elevada foram muito nocivos em 2017, quando o setor público pagou R$ 400,8 bilhões em juros (União, R$ 341 bilhões; estados e municípios, R$ 59,9 bilhões) e as empresas e famílias, R$ 789,9 bilhões, quase o dobro. “A taxa média de juros reais foi de 25,6%, um absurdo para quem precisou de crédito para investir, constituir capital de giro, adquirir algum bem ou qualquer outra finalidade”, pondera o presidente da Abit.

O dirigente classista explica que a Selic elevada apena duplamente a sociedade: de um lado, onerando demasiadamente o “preço” do dinheiro. Este fator reflete-se, por exemplo, na perda de competitividade das empresas perante a concorrência internacional e no alto grau de endividamento das famílias; e, de outro, consumindo recursos orçamentários do setor público, em detrimento de áreas prioritárias.

Pimentel cita como exemplo dos danos sociais provocados por essa distorção as áreas da saúde e da educação, cujas verbas caíram 3,1% em 2017, em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), feito com base em dados do Tesouro. Na saúde, o gasto efetivo foi de R$ 107,2 bilhões, quando o piso estabelecido era de R$ 109 bilhões. No ensino, R$ 84,04 bilhões, ante R$ 84,19 bilhões em 2016.

A soma das duas áreas (R$ 193,19 bilhões) é menos da metade dos R$ 400,8 bilhões pagos em juros. “Deixa-se de investir em assistência médico-hospitalar e na melhoria do ensino público, na esteira de uma política monetária que também não cura uma das mais graves doenças de nossa economia, o rombo fiscal do governo”, pondera Pimentel.

O presidente da Abit diz esperar que o Copom, responsavelmente, mantenha o fluxo de queda dos juros e que os bancos, mais do que vêm fazendo, reduzam efetivamente suas taxas. “O cenário é propício para quedas mais acentuadas da Selic, pois a inflação segue em baixa, não há grande pressão da demanda e a economia precisa crescer em ritmo e percentuais mais expressivos. Há razões de sobra para dar segurança à queda dos juros, o que será ainda mais plausível se as reformas da previdência, em curso, e tributária forem realizadas e o setor público equacionar a questão fiscal”.

Fonte: http://www.abit.org.br