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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Setor de varejo e consumo lança manifesto alertando contra perigo das 'bets'

 

Quinze entidades empresariais alertam para o fato de que gastos com apostas atrai recursos da população, especialmente entre os mais pobres



Quinze entidades empresariais que representam setores de varejo e consumo divulgaram nesta quinta-feira um manifesto alertando para riscos associados ao crescimento das plataformas eletrônicas de apostas, conhecidas como bets”. O manifesto foi lido no encerramento do Latam Retail Show, feira de negócios e congresso do setor, que ocorreu esta semana, em São Paulo.

O documento, divulgado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), uma das entidades signatárias, começa alertando para o fato de que o crescimento das “bets” atrai “recursos da população dos mais diversos segmentos e faixas etárias".


terça-feira, 20 de agosto de 2024

A história de Ernest Shackleton e sua aplicação a Prevenção de Perdas.

 


Recentemente fiz um curso rápido disponibilizado pela Harvard com o título de Liderança Resiliente, o qual utiliza como base Ernest Shackleton, figura lendária na história da exploração polar que liderou uma expedição épica em 1914 a bordo do navio "Endurance" com o objetivo de atravessar a Antártida.

Na viagem eles enfrentaram imensos blocos de gelo que começaram a reduzir a velocidade da embarcação e em 20/01/1915, a 160 quilômetros da Antártica, o Endurance estava completamente parado.

A tripulação trabalhou por mais de 48h na retirada do gelo que impedia o barco de seguir viagem, eles não poderiam imaginar que ficariam presos por meses, o tempo ia passando, a temperatura parecia ser cada vez menor chegando a -30 °C.

Foi em 27/10/1915 que Shackleton ordenou o abandono total da embarcação e o Endurance afundou quase um mês depois.

O grupo seguiu então por terra e em improvisadas embarcações até a ilha mais próxima, enfrentando ainda, caminhadas com gelo até os joelhos e a alimentação cada vez mais escassa.

 

Em dezembro, após uma caminhada de 7 dias, chegaram ao hoje chamado de Patience Camp, novo acampamento, que na verdade era uma placa de gelo utilizada como abrigo, onde permaneceram por longos três meses. Esse foi o local onde os cães começaram a ser sacrificados, pois já não havia comida suficiente para todos.

 

Somente depois de quase 500 dias que a equipe de Shackleton pode chegar a terra firme e em 10/05/1916, Shackleton e outros cinco homens que o acompanharam finalizavam, na Geórgia do Sul, uma das mais perigosas viagens marítimas da história.

 

A tripulação chegou ao Porto de Stromness, em 20/05/1916, quase dois anos depois do Endurance deixar a Inglaterra.  A equipe completa desembarcou em Punta Arenas, no Chile, no dia 03/09/1916, sem registro de baixa.

 

A viagem é considerada uma das mais impressionantes histórias de sobrevivência e embora a expedição não tenha alcançado seu destino original, Shackleton se tornou exemplo notável de liderança e resiliência, abaixo pontos-chave da sua incrível jornada:

 

1. A Missão Audaciosa - Ele e sua tripulação partiram da Inglaterra com a missão de cruzar a Antártida, uma façanha nunca antes realizada e por isso com desafios desconhecidos, e para isso utilizaram o navio Endurance ,que foi projetado para resistir às condições extremas do gelo antártico.

2. O Desafio no Gelo - Durante a expedição, o Endurance ficou preso entre as geleiras, fazendo com que Shackleton e sua equipe enfrentassem temperaturas congelantes, ventos fortes e escuridão constante.

3. Liderança Exemplar -  Shackleton demonstrou coragem, otimismo e empatia, ele manteve a moral da tripulação alta, promovendo atividades sociais e mantendo todos ocupados.

4. A Incrível Jornada de Sobrevivência - Quando o Endurance afundou, a tripulação ficou presa no gelo à deriva, então Shackleton liderou-os em uma jornada épica de sobrevivência, atravessando o gelo em pequenos botes até chegarem à ilha Elephant.

5. Resgate Heróico - Shackleton e alguns homens navegaram mais de 1.300km em um pequeno barco até a Geórgia do Sul, ele conseguiu resgatar todos os membros da tripulação, sem perder nenhuma vida.

6. Legado Duradouro - Ernest Shackleton será sempre lembrado como um líder que priorizou a segurança e o bem-estar de sua equipe acima de tudo, e sua história inspira líderes até hoje, mostrando que a resiliência e a determinação podem superar até os desafios mais extremos.

 

Essa história oferece valiosos ensinamentos que podem ser aplicados à gestão de estoques e à prevenção de perdas na Logística. Vamos explorar como esses princípios podem ser adaptados:

 

1. Planejamento e Resiliência -  Shackleton planejou meticulosamente sua expedição, mas quando as coisas deram errado, ele se adaptou rapidamente, na logística, é essencial ter plano detalhado do que será realizado, deixando claro quem, quando e como cada tarefa será realizada, além disso não podemos esquecer o plano de contingência para situações imprevistas, como avarias, atrasos ou problemas com fornecedores, mas a adequação poderá ser constante, pois sempre há situações que fogem ao controle e nesse momento agir com ponderação na tomada de novas decisões transparecendo a equipe o controle necessário.

 

2. Comunicação Eficiente – Ele manteve sua equipe informada e motivada, mesmo nas circunstâncias mais difíceis o que nos mostra que a comunicação clara entre fornecedores, transportadoras e equipes internas é fundamental para gestão de estoques e controle das perdas. Aqui o destaque para o porque das coisas, é muito comum focarmos no o que e no como, mas o porque pode ser o diferencial em um plano de ações de curto, médio e longo prazo, pois ajuda a conscientizar cada membro da equipe sobre a importância da tarefa e do papel que ele desempenha no todo.

 

3. Gestão de Riscos – Shackleton avaliou constantemente os riscos e tomou decisões calculadas, em nossas operações logísticas, identificar riscos potenciais (como roubos, danos ou obsolescência) e implementar medidas preventivas são ações comuns, pois geraram impacto na experiência de nossos clientes e parceiros, bem como no resultado financeiro da empresa. Entender quais são os riscos, através do correto mapeamento e entendimento do processo é fundamental para sabermos onde estão os pontos de maior atenção e com isso direcionarmos os esforços em itens de maior preocupação dentro de uma relação de impacto e probabilidade.

 

4. Inventário Criterioso – Ele sabia exatamente o que tinha à disposição em termos de recursos, realizar inventários regulares (gerais, rotativos, cíclicos) ajuda ter visibilidade sobre a acurácia dos estoques e a evitar perdas por falta de controle ou excesso de estoque. É comum vermos empresas que apontam 10% ou mais como fatores de perdas, sendo assim, é evidente que o processo de inventário deve ser algo a ser revisado e validado, desde o preparo, sua execução e em especial a consolidação das informações. É importante lembrar que um inventário bem realizado permite visibilidade correte do nível de acurácia quantitativa e qualitativa dos estoques, bem como da ruptura operacional, dando oportunidade a equipe da loja de realizar reposições e como isso reduzir impacto da perda da venda ou da margem.

 

5. Foco na Equipe: – Priorizou a segurança e o bem-estar de sua equipe, isso significa que devemos cuidar dos colaboradores e treiná-los adequadamente, o que contribui para evitar erros e perdas. Este é um ponto fundamental, pois cada gestor deve conhecer bem sua equipe, entender suas necessidades e ouvir pontos que são preocupações de cada um e isso se da normalmente por conversas individuais, onde o individuo percebe que há atenção sobre suas opiniões e que é valorizado. Saber lidar com cada situação nunca é algo simples, aqui o nível de flexibilidade é fundamental para gestão de conflitos e de entendimentos, mas é com isso que o gestor consegue maior união com o grupo.

 

6. Flexibilidade e Adaptabilidade – Mudou os planos quando necessário, mantendo o objetivo final em mente, nosso aprendizado fica em sermos flexíveis diante de mudanças na demanda, rotas ou condições climáticas e isso se aplica nosso dia a dia, pois a área de prevenção de perdas lida com o estoque, com a operação e o mais importante, pessoas, sendo estas, a equipe, os clientes, prestadores de serviço e fornecedores, então estar preparados para situações pontuais é importante para que possamos passar por obstáculos.

 

7. Monitoramento Constante – Shackleton estava sempre atento às condições do ambiente, na logística ou operação de lojas, o uso de tecnologias como rastreamento de cargas ou vídeo analítico, entre outras, ajuda a monitorar o estoque e evitar perdas, podendo ainda utilizar análises preditivas ou prescritivas. É importante que as equipes conheçam bem os recursos, para que possam realmente gerar os melhores resultados, além disso, o uso de tecnologias pode permitir que as equipes sejam mais produtivas, em alguns casos, somente com tecnologia a equipe será realmente eficiente, pois o volume de informação ou de validações pode se tornar inviável de forma manual.

 

Em resumo, a história de Shackleton nos ensina a sermos resilientes, adaptáveis e focados na equipe, sendo o fator humano sempre o mais importante em qualquer tipo de projeto ou setor de atuação. Outro ponto percebido e de aprendizado é a atenção ao mapeamento e estratégia de uso de das ferramentas que temos ao redor e hoje nos deparamos com soluções que vão desde as mais antigas como CFTV, EAS, Controle de Acesso, Sistema de Detecção e Combate de Incêndio, vídeos analíticos até soluções de BI e a aplicação da inteligência artificial (AI). Sendo assim, o que percebemos é que esses princípios podem ser aplicados em qualquer setor e operação logística para garantir eficiência, reduzir perdas e superar desafios, maximizando assim os resultados e percepção de clientes e parceiros sobre a qualidade de nossa operação, consequentemente tornando a empresa cada vez mais lucrativa. 

 

Fonte:

Harvard - Liderança Resiliente

https://lessons.online.hbs.edu/lesson/resilient-leadership

Lições de liderança com a jornada endurance de Ernest Shackleton

https://cfa.org.br/liderando-em-tempos-de-crise/.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Caso Americanas (AMER3) vira desafio extra para as varejistas em 2023

Profissionais do mercado apontam que há um longo caminho para a retomada do consumo e queda da inflação nos próximos meses


As empresas ligadas diretamente ao consumo da população deverão ter mais um ano difícil para seus negócios e em um contexto ainda mais desafiador do que o visto há um ano. Se até meses atrás a expectativa era de um alívio nos juros e desaceleração da inadimplência, agora a tendência é de continuidade no esmagamento das margens das varejistas ao menos nos dois primeiros trimestres.


A incerteza fiscal, que fez subir novamente a curva de juros futuros, indicando um aperto monetário mais longo do que o estimado, bem como o abalo de confiança causado pelo escândalo contábil da Americanas (AMER3), que deve aumentar o prêmio no custo de capital das empresas, são os principais desafios, na avaliação de profissionais de mercado ouvidos pelo InfoMoney.


Desde o início do aumento da taxa Selic, no primeiro trimestre de 2021 e que levou o índice de 2% para 13,75% ao ano, o setor de consumo viu a inadimplência disparar a níveis recordes e o custo de capital cada vez maior, tendência que segue neste início de 2023.


“O cenário desafiador [para o consumo] continua. Há uma proporção muito grande de famílias endividadas que não há como diminuir do dia para a noite, não existe bala de prata”, avalia a economista Izis Ferreira, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


“A inadimplência vem crescendo desde o fim de 2021 e é difícil estimar uma restauração da capacidade de consumo no curto prazo”, explica Ferreira.


Em 2022, a cada 100 famílias, 78 se endividaram, segundo pesquisa da CNC. É o recorde de uma série anual iniciada em 2010. O crescimento do endividamento entre 2021 e 2022 foi de 7 pontos percentuais (de 70,9% para 77,9%) , sendo o quarto consecutivo e o maior já observado na pesquisa.


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quinta-feira, 14 de março de 2019

Vicunha e Ecoera de olho no impacto ambiental do uso da água

Preocupados com o impacto ambiental da produção têxtil, a Vicunha, maior produtora mundial de índigos e brins, e o Movimento Ecoera, consultoria com foco em ações sociais e ambientais que atua nos setores de moda, beleza e design, estão lançando o projeto Pegada Hídrica na indústria têxtil, que pretende criar uma metodologia para mensurar o consumo de água na produção de jeans. 


A proposta tem a parceria da H2O Company, especializada em promover uma gestão para a sustentabilidade, e da Organização Não Governamental (ONG) Iniciativa Verde, organização do terceiro setor que busca contribuir para a melhoria dos serviços ambientais como biodiversidade, água e qualidade do ar. 

A ideia do projeto, explicou o diretor executivo de Operações e Planejamento Estratégico da Vicunha Têxtil, Marcel Yoshimi Imaizumi, é utilizar métricas próprias para analisar o mercado da produção de uma calça jeans. “A gente não sabe se esTe número que está aí, de 15 mil litros de água para produção de um jeans é real. Isso é nos Estados Unidos. Nossa indústria não tem uma metodologia unificada”, conta. 

O objetivo, conforme Imaizumi, é promover transparência na cadeia da moda e fortalecer o setor, unindo os diversos players em prol da criação de indicadores próprios na gestão sustentável da água. “As empresas têm que ter posicionamento. A indústria têxtil é penalizada, porque existem iniciativas, mas não se conversam”, ressaltou. “Há uma necessidade de ação, vivemos num mundo de escassez. Como a Vicunha exporta e os consumidores lá fora são mais exigentes, estamos atentos à necessidade de conscientização e engajamento.”



A especialista em sustentabilidade e fundadora do Ecoera, Chiara Gadaleta, que atua nos setores de moda, beleza e design, afirmou que é preciso mapear os produtos para desmistificar quanto cada um realmente gasta de recursos hídricos. “A moda é um indicador do seu tempo, mas parou de representá-lo, porque hoje precisamos pensar em um mundo sustentável. Então, a moda tem que acompanhar isso, porque precisamos nos vestir”, afirmou.

Com a pegada hídrica, o que a Vicunha e a Ecoera pretendem é dar ferramentas de medição para que seja possível estabelecer metas de redução do consumo de água na produção têxtil. “Isso significa engajar também o varejo e o consumidor de modo a viralizar a mensagem. É uma plataforma de boas práticas”, sintetizou Chiara.

O projeto calculará o volume de água gasto em toda a sua cadeia de produção, desde o plantio do algodão até o final do processo, durante a lavagem na casa do consumidor. Além disso, o trabalho identificará a situação atual da empresa, indicando maneiras de redução e formas de compensação por meio de projetos socioambientais como recuperação do solo, conservação dos recursos hídricos, estoque de carbono e criação de corredores para a biodiversidade.

O cálculo será dividido em três indicadores de pegada hídrica: azul, verde e cinza. A pegada azul refere-se ao volume extraído das fontes de água doce, de superfícies ou subterrâneas. A pegada verde representa a água proveniente da chuva ou umidade do solo. Já a pegada hídrica cinza diz respeito ao volume de água necessário para diluir os poluentes e devolver a água tratada às redes de esgoto, de acordo com a legislação. A soma dos três indicadores confere a pegada hídrica total do produto.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Rede Dia investiga possível manipulação de números no Brasil

Auditores forenses estão analisando novamente balanços da empresa


Uma possível fraude contábil está sendo investigada pela rede de supermercados Dia%. A empresa quer esclarecer "certos ajustes contábeis" nos resultados de 2017 em todos os países em que opera, inclusive no Brasil. A informação é do jornal Valor Econômico.

A publicação ouviu duas fontes segundo as quais os números da subsidiária brasileira estão sendo examinados novamente há quatro meses por auditores forenses da EY . O objetivo da análise seria averiguar se ocorreu manipulação nos números de relatórios divulgados. Já teriam sido analisados os balanços da rede de 2016 e 2017, e a expectativa é de que o trabalho termine ainda neste primeiro trimestres.

Uma fonte informou ao Valor Econômico que a auditoria tem levantado informações sobre transferência de estoques para as lojas franqueadas, que representam quase 60% das 1.172 unidades do Dia% no Brasil. O trabalho envolve verificar se esses estoques, de fato, viraram receita com venda dos produtos. A forma como as informações sobre verbas e bonificações concedidas pela indústria aparecem no balanço também está em processo de checagem. 

Em nota, a Rede Dia% informou que esse processo de auditoria foi realizado no final do ano passado, porém fontes revelaram ao Valor Econômico que o trabalho segue em andamento. A publicação questionou se a saída de alguns executivos da subsidiária brasileira nos últimos meses teria relação com as investigações, mas, em nota, a rede afirmou que as mudanças fazem parte de "um grande processo de transformação no Brasil e no mundo", e lembrou que 2018 "foi um ano desafiador, provavelmente o período mais crítico desde que a empresa foi fundada, há mais de 40 anos". O Dia% ressaltou, ainda, que está iniciando um novo ciclo, que envolve a contratação de "talentos experientes em varejo, que chegaram com o principal objetivo de restabelecer a organização."

Procurada pelo jornal, a EY não comentou o assunto, assim como a KPMG, atual responsável pela auditoria da rede supermercadista.



Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Agenda promove transparência e ações de combate à desigualdade

Várias lideranças brasileiras ligadas ao movimento de responsabilidade social atuaram no Instituto Ethos nesses últimos 20 anos. “O Ethos sempre teve a maturidade de deixar que seus ‘passarinhos’ voassem’”, compara Mércia Silva, diretora executiva do Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO), criado há quatro anos. Mércia foi coordenadora de políticas públicas na entidade em 2013 e 2014. “O Ethos abriu o campo da responsabilidade social para vozes de diferentes setores.”

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O InPACTO trabalha para unir empresas e organizações da sociedade civil a fim de prevenir e erradicar o trabalho escravo. Uma das iniciativas da organização é o Projeto Mesa de Café Brasil, que fomenta a transparência de ações de proteção social na produção do café. É realizado em conjunto com a ONG americana Catholic Relief Service (CRS), referência no enfrentamento à escravidão em mais de 30 países.

Giuliana Ortega, diretora executiva do Instituto C&A, que colaborou com o Ethos entre 2005 e 2010, afirma que construir uma abordagem setorial na área de sustentabilidade é importante para fortalecer ações mais afirmativas. “Segmentos como moda ou agropecuária, por exemplo, têm necessidades diferentes no caminho da responsabilidade social”, diz.

O Instituto C&A, que promove ações para transformar a moda em uma indústria mais justa e sustentável, é um dos apoiadores do Índice de Transparência da Moda, que deve ser lançado em outubro. O levantamento rastreou práticas de 20 marcas de roupas no país, como C&A, Zara e Hering. “Dar mais transparência ao setor vai ajudar a indústria a ser também mais sustentável, com condições de trabalho dignas.”

A educadora Neca Setúbal, que já participou como palestrante de várias conferências Ethos, ciclos de debates que o instituto realiza desde 1999, afirma que também é preciso levar a cultura da doação aos grandes grupos. Presidente do conselho de administração da Fundação Tide Setubal e do Gife, associação dos investidores sociais do Brasil, a especialista afirma que, como muitas empresas montaram suas próprias fundações, podem deixar de apoiar pequenas organizações que combatem a desigualdade social. “O investimento social privado é capaz de interferir em temas desafiadores do século 21, como a escassez de água, mudanças climáticas e a segurança pública.”

Instituído como uma organização sem fins lucrativos, em 1995, o Gife tem 141 associados que, somados, investem cerca de R$ 2,9 bilhões ao ano na área social. Segundo o último Censo Gife, principal pesquisa sobre o segmento no país e realizado com 116 associados da rede, quase metade (48%) dos participantes investiram R$ 6 milhões anuais em causas sociais no biênio 2015-2016. Os principais pontos de interesse foram educação (84%), formação de jovens para (60%) e cultura (51%).

Para Zuleica Goulart, coordenadora de mobilização da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, censos e estudos sociais são fundamentais também para a criação de políticas públicas. O Mapa da Desigualdade, lançado pela Rede Nossa São Paulo há oito anos, lista os melhores e piores distritos da capital paulista em áreas como saúde, educação e mobilidade.

Fonte: Valor Econômico 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Lucro através da utilização de Tecnologias e Indicadores na Prevenção de Perdas

Cancelamento das notas era o método usado para desviar dinheiro do supermercado

Dois operadores de caixa de um supermercado em Cariacica, Espírito Santo, foram presos em flagrante pela Polícia Civil na última quarta-feira (29), suspeitos de desviar mais de R$ 300 mil referentes a compras feitas por clientes no local

Segundo a delegada Arlinda Rodrigues, da 4ª Delegacia Regional de Cariacica, o gerente do estabelecimento já vinha desconfiando dos funcionários há alguns meses. "Começaram a verificar muitas faltas [de valores], por isso decidiram instalar câmeras nos caixas, especialmente nos postos de trabalho dos dois rapazes, onde sempre tinha quantias faltando e muitas notas [de compras] canceladas”, explicou Arlinda

O cancelamento das notas era o método que os operadores, identificados como Lucas da Silva Pires e Arthur Bertolini Nascimento, utilizavam para cometer as fraudes. Em várias ocasiões, após registrarem os produtos comprados pelos clientes, os suspeitos estornavam o procedimento sem a devida autorização do gerente, liberavam os produtos e embolsavam os valores.

A delegada ainda informou que ambos confessaram os crimes após a detenção, mas depois de orientados pela defesa, passaram a alegar que só vão depor em juízo. Em audiência de custódia, ficou determinado o valor de R$ 50 mil de fiança para cada um, mas nenhum apresentou intenção de efetuar o pagamento. Desta forma, os dois continuam detidos na cidade de Viana, também no Espírito Santo, aguardando julgamento.


O UOL apurou que os dois homens alegaram que tinham intenção de usar o dinheiro das fraudes para a compra de um imóvel, no entanto, eles já tinham feito outras compras, como a de uma moto e de celulares. Nas casas dos suspeitos, foram apreendidos cerca de R$ 84 mil, que serão devolvidos ao supermercado.

Outros funcionários serão ouvidos pela Polícia Civil após a instauração do inquérito para apurar os fatos. Procurado, o gerente do local preferiu não fazer declarações sobre o caso.

Fonte: https://noticias.uol.com.br

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Cliente aplica golpe de US$ 1,3 milhão no Walmart

Esquema foi praticado em mais de mil lojas durante 18 meses

Fachada de unidade da Walmart : gigante do varejo lidera lista da Fortune (Foto: Getty Images/Arquivo)

Thomas Frudaker, um cliente de 23 anos, foi preso em uma loja do Walmart na cidade norte-americana de Yuma, estado do Arizona, após tentar devolver um computador que havia adquirido. Com a desistência da compra, ele receberia o dinheiro de volta. No entanto, funcionários perceberam que ele havia retirado partes da máquina antes de fazer a devolução.


Na investigação, o Departamento de Polícia de Yuma descobriu que Frudaker havia realizado devoluções fraudulentas de produtos em mais de mil lojas do Walmart durante 18 meses, uma delas, inclusive, em outra unidade no mesmo dia em que acabaria preso. Segundo as autoridades, Thomas Frudaker lucrou nada menos do que US$ 1,3 milhão (quase R$ 5 milhões) com o esquema golpista do qual é acusado. 

Frudaker terá agora de responder a seis acusações criminais. A fiança foi estipulada em US$ 40.000.  

Fonte:https://epocanegocios.globo.com

terça-feira, 20 de março de 2018

ABVTEX fortalece adesão ao Movimento contra a Pirataria

A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) aderiu ao Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro

ABVTEX - Associação Brasileira do Varejo Têxtil

A ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) aderiu ao Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro - coordenado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP).

De acordo com dados do Movimento, em 2017, as perdas com contrabando, falsificação, pirataria e evasão fiscal no Brasil alcançaram R$ 146 bilhões. Este volume de recursos gerado pelo mercado ilegal financia as organizações criminosas (contrabando de armas, tráfico de drogas etc), que se fortalecem cada vez mais, atuando nas fronteiras, estradas e nas cidades, ocupando espaços, afrontando o poder do estado e aumentando a violência nos municípios.

Para Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX, a participação no Movimento como uma das 70 entidades signatárias do Manifesto, lançado neste mês de março, reforça este pilar de atuação da entidade. “Temos que alertar autoridades, consumidores e a sociedade como um todo sobre os prejuízos que a concorrência desleal gera ao País. Além de ser crime, as fraudes são um perigoso incentivo ao uso de mão de obra análoga à escrava na cadeia de fornecimento do setor de vestuário e calçados, uma vez que empresas informais podem estar usando este artifício para reduzir custos”, afirma.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade afirma que os prejuízos atingem diretamente 15 setores produtivos com o mercado ilegal (contrabando/descaminho, falsificação, pirataria e fraudes), entre eles os de vestuário, calçados e acessórios.

A ABVTEX, desde sua fundação, em 1999, sempre se posicionou no combate à informalidade. “Temos um mercado formalizado que respeita as legislações fiscais, tributárias e trabalhistas competindo em pé de absoluta desigualdade com quem sonega ou falsifica produtos. Além disso, o consumidor não tem garantia de origem de produto e nem de que forma ele foi produzido”, acrescenta Lima.

O manifesto lançado pelo Movimento e assinado pela ABVTEX destaca: “O País que os brasileiros merecem é aquele onde há respeito à dignidade das pessoas, com defesa da vida, do bem-estar das famílias e de um ambiente propício para empreender e gerar emprego e renda. Contrapõe-se a tudo isto o crime e a insegurança, que afetam o direito de ir e vir das pessoas e o direito à competição justa entre as empresas. ”

A união dos setores mais afetados pela pirataria e fraudes busca envolver o governo federal, o congresso, entidades empresariais e públicas e a sociedade como um todo para, todos juntos, lutar de forma contundente e permanente contra todas as formas de transgressão que afetam a segurança do País e restringem o seu desenvolvimento econômico e social, em especial aquelas que alimentam o mercado ilegal e servem de fomento para a expansão do crime organizado.

A ABVTEX destaca os principais pontos defendidos pelo Movimento:

Defesa da legalidade, com um programa efetivo de segurança pública integrando a administração pública por meio de ações coordenadas e envolvendo a União, os Estados e Municípios, com participação da sociedade civil no combate ao contrabando e ao descaminho, à pirataria, à falsificação, às fraudes, à sonegação fiscal, o roubo de carga e a lavagem de dinheiro.
Estímulo ao desenvolvimento econômico por meio de incentivos para a maior formalização das atividades econômicas, a simplificação do sistema tributário em todos os níveis; diminuição da carga tributária que onera o cidadão e o aperfeiçoamento da gestão pública, obedecendo as melhores práticas de governança existentes.

Leia a íntegra do Manifesto no site da ABVTEX.

Chanel processa um dos maiores brechós de Nova Iorque

O processo por propaganda enganosa pode custar milhões para o famoso brechó de Manhattan

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Mais do que um brechó de luxo no centro de Manhattan, o What Goes Around Comes Around se tornou um point de turistas em Nova York. Conhecido por sua extensa variedade de produtos, em grande parte Chanel, o local divulgava até mesmo a propagação do título de "maior coleção de peças vintage da Chanel no mundo".

A fama fazia muitos turistas optarem por visitar o endereço em vez de ir numa tradicional loja da maison francesa na cidade.

A Chanel está intolerante quanto tamanha associação que o WGACA esta fazendo com a grife, o que levou a abrir um processo na última quarta-feira (15.03) por direitos autorais, prática de propaganda enganosa, competição desleal, entre outros.

Há um tempo, o brechó tinha de fato tentado uma aproximação oficial que foi negado pela Chanel.

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"A Chanel não tolerará nenhuma das partes que implicam falsamente uma relação ou parceria com a Chanel, já que essas práticas são extremamente enganosas para os clientes e prejudicam a reputação de marca da Chanel," disse uma porta-voz da empresa.

A grife francesa também alega a comercialização de caixas e embrulhos da marca que nunca permitiu a venda desses ítens. Entre outras acusações o uso de imagens e campanhas publicitárias da Chanel em seu site e mídias sociais. Atualmente, no site da WGACA, existem cerca de 400 produtos Chanel, desde acessórios até vestuário.



Frank Bober, vice-presidente do What Goes Around, negou as alegações da Chanel.

"Nós asseguramos que nada pode estar mais longe da verdade", disse Bober. "Acreditamos que as alegações são completamente infundadas e pretendemos defender-nos vigorosamente".



https://www.revistalofficiel.com.br

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

NÚMERO DE ENDIVIDADOS CRESCE DEPOIS DE 3 ANOS DE QUEDA, DIZ CNC

Renda mensal comprometida dos endividados diminuiu, mas percepção da gravidade da inadimplência pelas famílias é maior em relação ao ano de 2016

Depois de três anos consecutivos de queda, houve aumento no percentual de famílias endividadas, alcançando a média anual de 60,8% do total das famílias brasileiras. Os dados são da pesquisa “O perfil de endividamento das famílias brasileiras em 2017”, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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O aumento de 1,2% no número de famílias com contas ou dívidas em atraso em comparação a 2016 representa aumento de 25,4% na média anual. Entre as famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso o aumento foi de 1,1% em relação ao ano anterior. O patamar mais elevado desse indicador foi registrado no mês de setembro, quando atingiu 10,9%.

Percepção de endividamento
Apesar da queda na parcela média da renda mensal comprometida com pagamento de dívidas, que caiu de 30,6% para 30,1%, a percepção das famílias é de que houve um agravamento no endividamento. A parcela das que consideram estar muito endividada passou para 14,6% e as que percebem estar mais ou menos endividadas somam 22,5%.

Maiores vilões
O cartão de crédito continua sendo o maior inimigo da saúde financeira dos brasileiros, com participação de 76,7% no total de dívidas. Apesar disso, o percentual caiu pela primeira vez desde 2010.

Em segundo lugar entre os principais culpados está o carnê, atingindo 15,7% das famílias. Em terceiro está o crédito pessoal, contraído e atrasado por 10,3%.

Destaca-se a redução do financiamento de veículos, que caiu da terceira para a quarta posição no ranking de modalidades de dívidas em 2017.

Fonte: http://www.portalnovarejo.com.br/

Uma decisão ética: moda rápida versus moda vintage

An ethical decision: fast fashion vs. vintage fashion

Todos nós amamos uma dose de vintage. É difícil não ser encantado com uma peça de roupa com uma sensação tão grande de história anexada a ela. Mas você já tomou o tempo para pesquisar os processos por trás de como essas roupas alcançam seus trilhos? E como exatamente o ciclo de vida do vintage difere da produção de roupas produzida na indústria da moda rápida? Bem, espero que eu possa dar alguma luz.

Como você já deve estar ciente, a indústria da moda rápida (referente aos varejistas de varejo rápido de alta rua) gera 100 bilhões de roupas por ano e é uma das indústrias mais poluidoras do mundo, após o petróleo. Isso ocorre porque os retalhistas reabastecem as coleções a cada 4-6 semanas, pressionando-nos a comprar mais e a pensar menos, deixando uma grande quantidade de roupas indesejadas descartadas no aterro sanitário (16 milhões de toneladas por ano apenas nos EUA) - a maioria das quais pode na verdade, é reciclado. Muito louco.

Clique e saiba mais.....

Fonte:http://fashionrevolution.org/

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

BRASIL REGISTRA UMA TENTATIVA DE FRAUDE A CADA 16 SEGUNDOS

Varejo registrou 113 mil tentativas de fraude entre janeiro e novembro de 2017; telefonia e serviço são os setores mais afetados


índice Serasa Experian de Tentativas de Fraude aponta 1,8 milhão de tentativas de golpe contra o consumidor entre janeiro e novembro de 2017, o que corresponde a uma tentativa a cada 16 segundos. O indicador aponta crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 1,655 milhão de iniciativas fraudulentas.

Apesar do aumento no acumulado do ano, houve redução mensal. Em outubro, foram mais de 178 mil tentativas de fraude, contra 156 mil em novembro.

Varejo entre os mais afetados
O setor de varejo é o quarto mais afetado pelas tentativas de fraude no Brasil. Entre janeiro e dezembro foram 113 mil tentativas de golpes no setor, o que representa participação de 6,3% no total.

Telefonia e serviços lideram
O segmento de telefonia é o preferido dos fraudadores. Entre janeiro e novembro foram registradas quase 674 mil tentativas de golpe, o que corresponde a 37,2% do total. Nesse tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos para fraudes em outros setores.

O setor de serviços é o segundo mais afetado, com 568 mil casos e 31,4% do total. Em terceiro lugar estão os bancos e financeiras com 23,6% de participação e 428 mil tentativas de fraude.

Os demais segmentos representaram 1,6% do total.

Fonte:  http://www.portalnovarejo.com.br

Cliente em primeiro lugar? Você pode estar fazendo isso errado.

Cliente em primeiro lugar? Você pode ...
Existe uma máxima defendida pela maioria das empresas: O cliente em primeiro lugar. Mas será que a maioria consegue fazer isso?

E mais, será que colocar o foco apenas neste aspecto é a solução?

Vejamos: estou longe de defender que o cliente não seja importante e, aliás, que não deva ser prioridade. A questão vai além. Passa pelo que significa colocar o cliente em primeiro lugar: significa antes de tudo valorizar as pessoas, valorizar as relações.

A maioria dos líderes solicita à sua equipe que atenda o cliente com excelência, que proporcione a ele a melhor experiência possível. Agora, qual é a experiência que o colaborador tem na empresa? A mesma excelência requisitada é entregue a cada um dos membros do time? Na maioria das vezes, não.

Então, na prática, o que se pede é que ele transmita uma cultura que ele não vivencia. Que ele transmita uma ideia. Não parece muito mais simples e coerente que apenas se espere que ele transmita algo que é uma prática?

Como criar essa cultura de excelência? Como trazer esta coerência entre o que se solicita e se pratica?

A primeira dica é: você sabe o que eles valorizam? O que esperam da empresa? Em que ambiente gostariam de trabalhar? Encontrar essas respostas pode fornecer pistas valiosas sobre a empresa que você deveria “criar”.

Outra dica: Qual é o propósito que a sua marca carrega? Ou seja, qual a sua razão perene para existir? Os colaboradores precisam perceber de fato o propósito. Não como uma frase na parede ou como um lema que se exalta, uma vez por ano, em uma convenção. O propósito precisa estar vivo, todos os dias. Em ações que o traduzam. Que mostrem de fato a razão pela qual a empresa faz o que faz e, por consequência, as pessoas que a representam devem agir como agem. É aí que ele se faz autêntico.

Uma empresa que tem um propósito bem definido preocupa-se não apenas com os clientes, mas com todos os que com ela estão envolvidos e de que forma ela influencia a sociedade na qual está inserida. E é com base nisso que digo que não há sentido em colocar o cliente no topo, se não se constrói um pilar forte que possa sustentar isso.

A relação entre os colaboradores e o propósito, valores e objetivos de uma empresa é o que mais fortemente irá definir o seu nível de engajamento. E é isso que determinará, em última análise, a energia que empregam em suas atividades.

Colaboradores engajados tendem a encarar os desafios com motivação, já que eles buscam a excelência. Já que buscam acertar, porque acreditam na importância da qualidade do serviço que prestam ou dos produtos que vendem. Isso está atrelado à satisfação pessoal, o que significa que ele sente bem desempenhando o seu papel, e, na maioria das vezes, diminui a necessidade de buscar novas oportunidades a todo o tempo.

É importante perceber que conquistar o engajamento dos colaboradores não significa que eles irão concordar com tudo o que ocorre no dia a dia da empresa. Significa sim, que eles decidem, dia após dia, agir para defender o propósito e as causas da empresa, mesmo sabendo que há o que melhorar nela.

Há muitos fatores que influenciam na conquista do engajamento da equipe. É assunto para um artigo inteiro. Para dar algumas pistas, um dos elementos mais fortes é a percepção dos colaboradores que podem crescer, que podem se desenvolver. Outra é o seu relacionamento com a liderança. Salário e benefícios são importantes, certamente. Só não tão mandatórios quanto se pensa, quando o assunto é engajamento.

A receita não é mágica, mas é aparentemente simples. Quer um atendimento que encante os clientes? O caminho mais eficaz e sustentável é criar uma empresa encantadora para os colaboradores. Onde a comunicação seja clara, todos saibam o que se espera deles e possuam as condições necessárias para entregar isso. E quando entregam, se desenvolvem, proporcionam o crescimento da empresa, crescem junto com ela e sentem-se valorizados.

Agora, aproveitando que o ano está começando… Se você pudesse escolher apenas uma resolução, escolheria buscar excelência para os clientes ou para os colaboradores? Certamente se trata de uma brincadeira. Não há de ser tão radical assim. Mas a reflexão é bastante válida, já que um não prospera sem o outro.

Que você tenha um 2018 extraordinário!

Gabriela Costa
Coordenadora de Redação da GS&Friedman
http://www.gsefriedman.com.br

Fonte: http://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/01/05/cliente-em-primeiro-lugar-voce-pode-estar-fazendo-isso-errado/

Justiça mantém suspensa venda da Itambé à Lactalis

A apuração da informação foi feita pelo jornal Valor com pessoas a par do processo, que está sob sigilo

A Justiça validou nesta quinta-feira (11/1) a recompra de 50% da Itambé Alimentos pela CCPR (Cooperativa Central dos Produtores Minas Gerais), mas manteve suspensa a posterior venda da empresa de lácteos para a francesa Lactalis, apurou o Valor com pessoas a par do processo, que está sob sigilo.

No dia 15 de dezembro, o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 1ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem em São Paulo, havia concedido liminar suspendendo os efeitos da venda das ações da Vigor - agora controlada pela mexicana Lala - na Itambé à CCPR. A liminar atendeu a uma medida cautelar da Vigor, numa reação à venda da Itambé à Lactalis. Na prática, a liminar da Justiça suspendeu a operação. A CCPR recorreu. 

Na decisão de ontem, o juiz reconheceu a compra dos 50% da Itambé pela CCPR, que fez a central voltar a ter o controle da empresa. Contudo, embora tenha considerado que a CCPR violou o acordo de acionistas ao vender a Itambé à Lactalis, o juiz decidiu que a palavra final sobre a validade dessa operação deve ser dada pela câmara de arbitragem, apurou a reportagem. A Vigor também havia recorrido à Câmara de Arbitragem Brasil Canadá para tentar desfazer negócio.
Para a Vigor, a venda à empresa francesa feriu o acordo de acionistas que tinha na Itambé com a CCPR. A Vigor era controlada pela J&F e foi adquirida pela Lala em agosto passado. A transação entre a mexicana e a Vigor envolvia ainda até 100% das ações da Itambé, na qual a Vigor tinha 50% numa joint venture com a CCPR.

O acordo de acionistas entre as duas previa direito de preferência para a CCPR recomprar a fatia de 50% na Itambé em caso de venda da Vigor. A central exerceu esse direito e retomou o controle do laticínio em 4 de dezembro, mas no dia seguinte anunciou a venda da Itambé à Lactalis. No entendimento da CCPR, a venda à Lactalis não descumpriu o acordo de acionistas, uma vez que este deixou de ter validade no momento em que a central voltou a ter o controle da Itambé.

Procurada ontem para comentar a nova decisão do juiz, a CCPR não se manifestou. A Vigor também não se pronunciou. Segundo fontes próximas à empresa, a Vigor estuda entrar com recurso contra a validação da venda dos 50% da Itambé para a CCPR. O argumento deve continuar sendo que se a central de cooperativas não tinha interesse em ficar com a Itambé deveria ter oferecido à Vigor o direito de preferência.

A CCPR decidiu recomprar a participação na Itambé porque considerou baixo o valor atribuído pela Lala à empresa na negociação com a Vigor, segundo apurou o Valor. A Lala se propôs a pagar R$ 4,325 bilhões pela Vigor e R$ 1,4 bilhão por 100% da Itambé.

A decisão da Justiça de deixar para a câmara arbitral a palavra final sobre a venda à Lactalis coloca a Itambé, que já enfrenta dificuldades para pagar produtores de leite, numa posição frágil diante das incertezas sobre o seu futuro.

Em entrevista por e-mail antes da decisão judicial, o presidente da Itambé, Marcelo Candiotto, admitiu que a empresa "nunca esteve numa situação tão delicada" e disse que a Itambé está em "negociação avançada para conseguir uma nova linha de capital de giro com um banco de primeira linha" para pagar os produtores de leite este mês. Ele não revelou a instituição, mas segundo fontes a par da operação, é o banco Itaú-BBA. O valor do empréstimo é de cerca de R$ 60 milhões, disse Candiotto. O Itaú-BBA não comentou.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

ESTUDO INDICA EMPRESAS CAMPEÃS EM RESPEITO AO CONSUMIDOR

Estudo "As empresas que mais respeitam o consumidor" reconhece as práticas mais notáveis de atendimento e relacionamento no Brasil

Respeito é uma palavra essencial em relações humanas saudáveis. E no relacionamento com as empresas não poderia ser diferente. A pesquisa As empresas que mais respeitam o consumidor, publicada na revista Consumidor Moderno, dá origem a uma premiação que reconhece as companhias que mais investem em respeito e que colocam esse valor em prática no dia a dia.

Roberto Meir, CEO do Grupo Padrão, lembrou ter feito uma aposta no avanço econômico do Brasil, durante a edição anterior do Prêmio, em 2016. E a aposta deu certo: o crescimento do PIB é a prova disso. E, como afirma Meir, as empresas que foram destaque no estudo em 2017 são referência, afinal, conseguiram manter o respeito ao consumidor de forma efetiva, mesmo em tempos de crise. E estão saindo dessa situação com excelência.

André Torretta, CEO da CA Ponte, consultoria responsável pelo estudo, comenta que estamos saindo de mais uma crise econômica e as empresas precisam compreender a evolução vivida pelo cliente nesse processo. “Quem é o consumidor que está saindo da crise? Qual respeito estamos transmitindo a ele?”, questiona. Stella Susskind, executiva do Segmento de Corporate d’A Ponte Estratégia, por sua vez, comenta que o ponto mais forte do estudo é o fato de que avalia as experiências reais dos clientes e não apenas a imagem transmitida pelas marcas. Um dos insights identificados por ela é que o brasileiro deseja um novo modelo de atendimento.

O estudo
O estudo As Empresas que mais respeitam o consumidor entrevistou, entre os dias 25 de outubro e 3 de novembro, 1.490 pessoas de seis capitais do País (Goiás, Pernambuco, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e do Distrito Federal.

Cada pessoa indicou até seis segmentos com os quais teve contato nos últimos seis meses e perguntas sobre os segmentos dos quais é usuário (“O que uma empresa tem que fazer para ser respeitada pelo consumidor?”, “Qual é a empresa que mais respeita o consumidor?”, entre outras). Feito isso, os dados foram ponderados de forma a garantir a representatividade de cada estrato (sexo, idade, classe social e região).

Confira as vencedoras:


Fonte: www.portalnovarejo.com.br

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ECONEGÓCIO MEIO AMBIENTE MARCA DE ROUPAS SE UNE COM PROJETO SUSTENTÁVEL PARA COLEÇÃO FEITA DE SOBRAS DE TECIDO

Peças são feitas à mão, com modelagens similares, porém com combinações exclusivas de estampas antigas e novas

Coleção Farm e Re-Roupa traz 200 peças únicas (Foto: Divulgação)
Estima-se que 170 mil toneladas de resíduos têxteis são descartados por ano no país, e 85% deste volume acaba indo para aterros sanitários. A partir destes dados, a nova colaboração da Farm pretende continuar a busca da marca por uma moda mais sustentável. Se unindo com Gabi Mazepa, criadora do Re-Roupa, foi criada uma coleção feita a partir de sobras de tecido das fábricas da Farm.


Retalhos de corte, roupas com pequenos defeitos, sobras de matérias-primas e aviamentos deram vida à coleção Farm e Re-Roupa, que traz 200 peças únicas. "Nós acreditamos que é possível estender o ciclo de vida dessas roupas já existentes usando processos criativos inovadores como ferramenta", conta Gabi Mazepa.Todas as roupas foram feitas em parceria com costureiras que trabalham de forma independente, como uma forma de empoderar a mão de obra local.


As peças são feitas à mão, com modelagens similares, porém com combinações exclusivas de estampas antigas e novas da Farm. "A coleção faz parte de uma metodologia que ressignifica a vida útil de materiais, até então descartados, algo tão importante para caminharmos no sentido da redução dos nossos impactos ambientais negativos e aumento do nosso impacto social positivo", diz Taci Abreu, head de marketing da marca.As peças chegam às lojas da Harmonia (SP), Ipanema (RJ) e e-commerce da marca no dia 06/12.


Fonte: http://revistapegn.globo.com

Pressão para bater metas pode levar a comportamento antiético

Pesquisa, publicada na revista acadêmica Journal of Applied Psychology, realizou experimentos sobre o tema


Em ambientes de trabalho em que há pressão excessiva para bater metas e alcançar resultados, funcionários acabam recorrendo a fraudes com mais frequência, aponta um estudo de professores americanos.

A pesquisa, publicada na revista acadêmica Journal of Applied Psychology, realizou três experimentos para analisar de que forma a existência da pressão por alto desempenho impacta o comportamento ético de profissionais. 

Mais do que o potencial de receber recompensas após o cumprimento de metas, o que realmente leva ao uso de práticas antiéticas é a autopreservação, afirma Marie Mitchell, professora da escola de negócios da Universidade da Georgia e uma das autoras do estudo. "A pressão por performance leva a fraudes quando os funcionários se sentem ameaçados e acham que, se não melhorarem o desempenho, seus empregos estarão em perigo", diz. 

Quando os funcionários sentem que não têm opção além de alcançar as expectativas da empresa, o resultado pode ser a pessoa trabalhar em benefício próprio — mesmo que esse comportamento seja arriscado e prejudique terceiros. "Há um ciclo em que nada nunca está bom o suficiente, e mesmo que você bata recordes em um mês, a exigência pode ser que você os bata novamente no seguinte. Isso gera raiva e desencadeia um reflexo de autopreservação quase subconsciente", diz. 

Para a professora, é preciso que gestores considerem os riscos do excesso de pressão por mais desempenho, para que as empresas garantam que os funcionários não a enxerguem como uma ameaça e foquem em melhorar a performance usando meios éticos. 

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Governo recolhe 800 mil litros de azeite impróprios

Nos produtos tinham presença de azeite "lampante" (não refinado) e outros óleos, como a soja, não permitidos pela legislação


O MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento) retirou do mercado 800 mil litros de azeite de oliva impróprios para o consumo, com indícios de fraude, envolvendo 64 marcas e 84 empresas brasileiras. Foram confirmadas as presenças de azeite "lampante" (não refinado) e outros óleos, como a soja, não permitidos pela legislação. Em 311 amostras coletadas em todo o País constatou-se também erros de informação nos rótulos. 


A auditora fiscal federal agropecuária Fátima Parizzi, coordenadora geral de Qualidade Vegetal do DIPOV (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal), informou que no período de abril a novembro de 2017 foram fiscalizadas 76 marcas e realizadas 240 ações fiscais em todo o País. Cento e vinte profissionais auditaram indústrias envasilhadoras assim como empresas do comércio atacadista e varejista.

Segundo a auditora Parizzi, do total de amostras coletadas e encaminhadas ao Rio Grande do Sul para o LANAGRO (Laboratório Nacional Agropecuário), laboratório oficial do MAPA, 33 apresentaram “resultados conformes”, ou seja, estavam dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério. Para o azeite de oliva, em 43 amostras, os exames laboratoriais resultaram “não conformes”, por se enquadrarem como ”fora do tipo”, ou ”desclassificado”. A comercialização foi suspensa e os produtos retirados do mercado”.

Além das disparidades qualitativas relacionadas ao produto foram identificadas irregularidades na rotulagem, contendo informações incorretas ou dúbias quanto à composição do produto envasilhado, o que resultou na retirada de 380 mil litros do mercado. A auditora disse ainda que para coibir as fraudes, identificadas anualmente, o MAPA adotou medidas complementares de controle da entrada do azeite “lampante” no Brasil, reduzindo significativamente a importação. É um dos principais produtos utilizados para fraudes na industrialização do azeite.

De outubro de 2016 a fevereiro de 2017 o Brasil importou 650 mil litros de "azeite lampante". A partir de março de 2017, quando se intensificaram as ações de fiscalização e o acompanhamento técnico dos lotes, desde a origem até o processamento, reduziu-se sua importação a 84 mil litros, os quais ainda se encontram em processo de internacionalização, aguardando o refino.

“Além das medidas punitivas aplicadas pelo MAPA”, acrescentou Parizzi, “as informações sobre as empresas fraudadoras foram repassadas aos Ministérios Públicos Estaduais e também ao Federal. Até o momento foram assinados quatro Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) no Paraná. Processos de investigação estão em andamento em outros Estados que com certeza demandarão novas ações corretivas e consequentes punições”.

Clique aqui e confira a tabela com as marcas reprovadas. 


Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

No Paraguai, brasileiro enfrenta fila, confusão e promoção falsa

O número de lojas que aderiram à promoção foi menor do que o esperado pelos consumidores e isso exigiu paciência de quem comprava

Black Friday 2017 melhores ofertas

Ciudad del Este – Fila para todo lado e confusão não faltaram na Black Friday de Ciudad del Este, no Paraguai, na manhã desta sexta-feira, 24.

O número de lojas que aderiram à promoção foi menor do que o esperado pelos consumidores e isso exigiu paciência de quem comprava.

Alguns consumidores saíram satisfeitos, mas outros reclamavam. Alguns clientes passaram a noite na fila para garantir a compra e, quando a loja abriu as portas, não encontrou o que havia sido anunciado. Afirmaram que o marketing não correspondia ao que foi anunciado.

A polícia precisou garantir a segurança em frente a uma das lojas. As portas estavam fechadas e os consumidores só podiam entrar em grupos de 10 cada. Em alguns momentos, quem estava no lado de fora se exaltava e batia nas portas. Nem todos que entraram, saíram satisfeitos porque os itens anunciados estavam em falta. “A loja não está liberando tudo, não vale a pena, nem tem celular”, diz José de Oliveira, morador de Foz do Iguaçu.

A aglomeração para comprar começou na noite de quinta-feira, 23, e se estendeu até esta sexta-feira pela manhã. Por volta das 5 horas, a fila já tinha mais de 300 pessoas. No meio da manhã, passava de 500.

Entre os consumidores determinados a enfrentar o desconforto para levar o mais barato para casa estava o estudante de medicina, Ribamar Ferreira, 30 anos. De Tocantins, mas morador da fronteira, ele passou a noite em claro para comprar uma televisão. Chegou na porta da loja às 23 horas de quinta e saiu com o produto nesta sexta, às 10 horas.

“Consegui por mais da metade do preço do Brasil”, comemora. Ribamar pagou US$ 99,00 por uma TV 32 polegadas LED da Samsung e disse que não foi difícil ficar na fila porque quando a conversa é boa o tempo passa rápido.

Também parte das lojas que a princípio cumpriam o prometido, a Mega Eletrônicos teve movimento intenso e, segundo os funcionários, representou um aumento de 50% em relação aos dias sem promoção. Os descontos, de 2% a 70%, atraíram consumidores de todo País.

Quem adquiria qualquer produto ainda tinha a chance de participar de um sorteio e ganhar até 70% para comprar qualquer mercadoria. Pela manhã, três clientes conseguiram um desconto de 70% e optaram por levar um iPhone. O smartphone, na versão recém lançada no mercado, iPhone X, está sendo vendido por US$ 1.297 na Black Friday.

A gerente de marketing da loja, Andressa Marques, diz que os produtos mais procurados são celulares e drones. Ela diz, no entanto, que a movimentação está dentro da expectativa para o período. “No fim de ano o movimento triplica.”

Servidor público, Diógenes Luiz, 27 anos, veio de Pernambuco com a família passear na fronteira e aproveitou a Black Friday para comprar. Ele saiu com a sacola cheia do Paraguai, principalmente brinquedos e perfumes, e disse que o desconto realmente compensa. “O desconto é mais real que no Brasil.”

A maior parte das lojas que aderiu à promoção são voltadas para turistas e já conhecidas pelos brasileiros. Algumas vão estender a Black Friday até domingo, 26, e ficam abertas à noite. O comércio de importados de Ciudad del Este conta hoje com cerca de 6 mil lojas.

Fonte: https://exame.abril.com.br