segunda-feira, 9 de maio de 2016

Outlet com quase 50 marcas promete ser a sensação do Veste Rio

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Tudo pronto para começar o Veste Rio, evento de moda realizado pelo Caderno Ela e a revista Vogue Brasil, que vai agitar a cidade de quarta-feira a sábado, na Marina da Glória. Enquanto a feira de negócios é restrita aos compradores, o outlet promete se tornar a sensação para o grande público. Afinal, será uma ótima oportunidade para comprar peças de coleções passadas de quase 50 grifes do Rio e de todo o Brasil a preços bem especiais. Os descontos chegam a 70%. E mais: a entrada é franca. Não dá para perder. Quer exemplos? Na Ateen, um vestido que custava R$ 1.698 poderá ser comprado por R$ 300. Outra pechincha da mesma grife é uma bolsa de couro com franjas, cujo preço despencou de R$ 889 para R$ 90. Na Mara Mac, a bolsa de palha caiu 50%: de R$ 668 para R$ 334. Mais uma peça imperdível? O macacão estampado da Tempo 4, que antes custava R$ 678, e que no outlet será vendido a R$ 135.

Estilista e dona da Mara Mac, grife que há mais de 40 anos é sinônimo de uma elegância atemporal, Mara Mac Dowell explica que terá roupas da sua última coleção de verão, além de algumas peças que serviram de piloto para várias coleções anteriores. Para ela, o Veste Rio veio em ótima hora.

— A cidade e a moda carioca mereciam há muito tempo um evento como esse, que veio para dar uma agitada no mercado — diz Mara.

Modelos atemporais

Diretora criativa da Maria Filó, Roberta Ribeiro adianta que os descontos nas peças da grife chegarão a 70%.

— A Maria Filó terá no outlet uma combinação de coleções que chegam à primavera 2015/2016. Muitas das peças têm shapes clássicos e cores neutras, como o marinho, mas estarão por lá também calças coloridas com detalhes bem femininos, além de acessórios estampados. Garantimos assim um mix atraente para nossas clientes que forem até o Veste Rio — afirma Roberta.

Liliane Taira, fundadora da Mocha — grife que nasceu em 2013 e que logo conquistou personalidades como Camila Pitanga, Bela Gil e Maitê Proença —, conta que fez uma seleção de peças que vão até o inverno 2015, com descontos, em média, de 60%.

— Como a marca tem um estilo atemporal, que não se prende às cores, modelagens e tendências de cada temporada, esse mix é repleto de ótimos achados — diz Liliane.

A estilista Helô Rocha, dona da grife que leva seu nome, não esconde que está animada para o início do Veste Rio.

— Será um evento bem democrático. Pelo que ouvi até agora no mundo da moda, as pessoas estão super empolgadas com o outlet. Vou trazer também muitas peças da Têca (marca que a estilista pilotava até o verão de 2016) — diz Helô Rocha.

Blue Man, Farm, Bles, Fábula, Armadillo, Wöllner, CCM, Isla, Eclectic, Foxton, Lilly Sarti, Afghan, Caravana Holiday, Glorinha Paranaguá, Sarah Chofakian, Lucidez, Reinaldo Lourenço e Tempo 4 também estão entre as quase 50 grifes que participarão do outlet. Tem moda praia, moda masculina, feminina e infantil, além de marcas de acessórios e bolsas.

Fonte: Caderno ELA – O Globo

Como o Magazine Luiza está se adaptando para lucrar na crise

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“Fizemos muito mais do que só cortar custos”, disse Frederico Trajano, presidente do Magazine Luiza, ao explicar os resultados do primeiro trimestre da varejista hoje.

No período, o lucro chegou a R$ 5,3 milhões, 84,2% superior ao registrado um ano antes, valor que fez com os papéis da empresa subissem 21% na bolsa com o otimismo dos investidores.

Com a consultoria Galeazzi trabalhando na reestruturação do negócio há cerca de um ano, a companhia já fez uma série de iniciativas para se adaptar ao atual cenário de menor demanda.

Nenhuma loja foi fechada desde então, ao contrário, 27 foram abertas. Mas cortes nas áreas administrativas marcaram o período, além de vagas fechadas nos pontos comerciais.

Contratos de aluguéis e com fornecedores foram renegociados e todos os processos estão sendo revistos para que nenhum desperdício passe ileso dentro da companhia.

Nas lojas, a ordem de gestão eficiente de recursos também vigora e até as lâmpadas foram trocadas para que uma economia maior de energia fosse gerada.

Todas as ações levaram a rede a uma redução de despesas de R$ 19 milhões.

“Tivemos um ótimo desempenho levando em conta a enorme pressão inflacionária que estamos sofrendo”, comentou Trajano, em entrevista à EXAME.com.

O crescimento das vendas, o aumento da margem bruta e a melhor diluição das despesas contribuíram para a evolução do ebitda em 13% para R$144 milhões.

Marketing direcionado

Outra decisão fundamental para gastar menos e ser mais certeira nos resultados foi a de investir em marketing direcionado e digital, conta o executivo.

Em vez de direcionar aportes em pacotes nacionais de publicidade e propaganda, o Magazine optou por ações regionais, direcionadas a públicos e lugares distintos.

O bolo financeiro direcionado a marketing no caiu como um todo. Ainda assim, a receita bruta no período chegou a R$ 2,7 bilhões, aumento de 2,6%.

No quesito mesmas lojas, um dos principais indicadores de operação do varejo, a queda nas vendas foi de 6%. O faturamento no e-commerce, no entanto, cresceu 28%.

O segmento já representa 22% do total faturado pela companhia e a pretensão é que essa fata seja ainda maior.

“Temos menos de 10% de participação em um setor com mais de R$ 100 bilhões em vendas por ano”, afirmou Frederico. “Com o e-commerce temos condições de conquistar bem mais”.

De acordo com ele, as parcerias para a operação com marketplace segue a todo vapor.

Uma diretoria para cuidar da área foi criada e a primeira loja virtual de terceiros começou a funcionar no final de março.

A Época Cosméticos, comprada pela rede em 2012, funciona de forma independente com a venda de perfumes, cremes e maquiagens dentro do site do Magazine.

A intenção é que, até o final do ano, a loja virtual atraia parceiros de áreas tão díspares quanto a de produtos pet, confecção e livrarias.

“Estamos avaliando todas as interessadas com muito critério e cuidado para ter controle da experiência dos consumidores”, comenta Trajano.

Fonte: Exame

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Fórum MCF reúne as principais marcas do luxo e premium mundial

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Fórum promove reflexão sobre inspiração em tempos de crise com Louis Vuitton, Tiffany, Diane von Furstenberg, Samsung, Martha Medeiros, entre outras.

Considerado um dos mais importantes eventos de gestão de luxo da América Latina, o ATUALUXO criado pela MCF, e que já teve 3 edições realizadas desde o ano passado, passou a ter uma edição menor = FÓRUM MCF de CONHECIMENTO. Na próxima segunda-feira, dia 09 de maio, no Museu da Imagem e do Som – SP, alguns dos mais influentes nomes do mercado estarão em trocas e apresentações durante a sua segunda edição, promovendo reflexão sobre a gestão do luxo e a pemiumnização, com sua capacidade de resiliência. Louis Vuitton, Pucci, Tiffany, Breitling, Trousseau, Diane Von Furstenberg, Samsung, entre outros, são algumas das marcas confirmadas.

“No Fórum teremos trajetórias como da Louis Vuitton, que caminha para 170 anos, e já passou por inúmeras mudanças econômicas mundiais enfrentando até mesmo períodos de guerras, e segue como uma das marcas mais importantes de Luxo do mundo”, explica Carlos Ferreirinha, Presidente e Fundador da MCF.

Entre as diversas vertentes do segmento que serão debatidas, o evento apresenta através das trajetórias, a capacidade singular dessas marcas de manterem diálogos emocionais com seus consumidores.

As oportunidades atuais do segmento também serão discutidas em uma mesa redonda, com os principais executivos das marcas Tag Heuer, Pucci, Tiffany, Swarovski, Breitling, Trousseau, Polo Ralph Lauren e Diane von Furstenberg.

Outro momento bastante aguardado do FÓRUM é um painel com três grandes referências nacionais, Martha Medeiros, Chocolat du Jour e Ponta dos Ganchos Resort, falando sobre as dificuldades de criar e manter uma marca de Luxo autoral no país.

O grupo Estée Lauder que recentemente abriu as operações La Mer e Jo Malone em São Paulo irá apresentar seus planos a partir de 2016 no país, através de um bate-papo com a CEO do grupo.

A apresentação inédita do projeto do Mercadão Leopoldina também promete movimentar o FÓRUM MCF, com os detalhes em primeira mão do empreendimento e ainda um debate sobre os conceitos de premiumnização em tempos de crise.

Seguindo a tradição dos demais eventos comandados pela MCF, essa edição também terá o momento de experiências exclusivas para os participantes, com visitação a Exposição do Tim Burton, Beer Break com cerveja Sol, delícias da Chocolat Du Jour, uma barraca de frutas e nuts do Mercadão e cafés Nespresso.

“INSPIRAÇÃO para Driblar a TRANSPIRAÇÃO”

“Aprendendo com a Gestão do Luxo”

Fonte:http://onegociodovarejo.com.br/

Novo modelo multicanal amplia mercado da C&A

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C&A: a rede de varejo de moda construiu um sistema capaz de identificar consumidores e seus gostos a qualquer hora, em qualquer lugar e ofertar descontos.

A maneira como as empresas reagem a eventos como uma recessão econômica é quase sempre decisiva para alterar o jogo competitivo. Veja o que ocorreu, por exemplo, no mercado de moda feminina.

As cinco maiores redes varejistas abocanharam juntas cerca de 25% do bolo de R$ 42,3 bilhões em vendas. A mordida, porém, foi desigual. Duas delas se saíram melhor na disputa.

De acordo com estudo da consultoria Sonne, a gaúcha Renner foi a que mais ampliou sua participação de mercado, ao acrescentar 0,6 ponto percentual e passar a deter 5,8% das vendas.

Embora tenha somado um percentual inferior, a subsidiária da holandesa C&A assegurou sua liderança no mercado com uma fatia de 6,3%.

Com faturamento de R$ 6,9 bilhões em 2014 – último resultado conhecido -, a C&A ocupa a 12a posição entre os maiores varejistas no Brasil, de acordo com o Ranking Ibevar 2015.

Enveredar pelo meio digital não é exatamente uma estratégia inédita na C&A.

Da primeira vez, não foi bem-sucedida. Em 2003 e vender moda pela internet não era tão promissor para o mercado. O consumidor desconfiava de compras nesse canal

Havia ainda outra questão relacionada a trocas de mercadorias, uma vez que alguns itens eram exclusivos do site, mas não da loja e vice-versa.

Outro entrave dizia respeito às dificuldades de padronização e numeração do vestuário.

Naquela época, o comércio eletrônico movimentava cerca de R$ 1 bilhão anuais em vendas ante R$ 50 bilhões em 2015.

Foi no ano passado que a C&A decidiu deslanchar uma radical transformação digital, que contemplaria uma visão multicanal – omnichannel, em inglês -, conforme mostrou recentemente Paulo Correa, presidente da filial brasileira da companhia holandesa, em um fórum sobre varejo.

A nova abordagem não se limitou ao site corporativo, envolvendo todos os aspectos da integração entre lojas físicas e virtual, com o objetivo identificar o consumidor e atendê-lo onde, quando e como preferir.

Com o comércio eletrônico, a C&A ampliou significativamente o potencial de clientes. Além das 291 lojas espalhadas em 128 localidades – o segundo maior contingente mundial da marca -, estendeu sua rede para 4 mil municípios.

Também promoveu a digitalização de lojas físicas. Totens eletrônicos possibilitam que clientes consultem o mix completo em estoque em tempo real. Por meio do Facebook, opinam sobre coleções exclusivas que contabilizam as curtidas (likes) das peças.

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Fonte:http://onegociodovarejo.com.br/

Hora de aparar as arestas....


Eficiência operacional reduz perdas e gera maior rentabilidade aos negócios.
O momento atual impõe ao varejo a necessidade de identificar e prevenir problemas que corroem os seus resultados e interferem nos ganhos.
Com o consumo estagnado, há pouca margem para errar.

Participação - Revista Eletrolar.


Fonte:http://eletrolar.com

PESQUISA APAS, ABRAS, NIELSEN E KANTAR: DESAFIO DOS SUPERMERCADISTAS É SE ADEQUAR AOS NOVOS COMPORTAMENTOS DOS CONSUMIDORES


A já tradicional Coletiva de Imprensa inaugurou a 32ª edição da APAS 2016 – Feira e Congresso de Gestão Internacional, evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), ocasião em que foi apresentada a Pesquisa “Tendência do Consumidor”. O levantamento foi realizado em parceria com as empresas Nielsen e KantarWorldpanel e divulgado em conjunto pelo presidente da APAS, Pedro Celso; o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Sanzovo Neto; o diretor de Economia e Pesquisa da APAS, Dinis Dias; o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano; a diretora de Varejo da Nielsen, Daniela Spinha de Toledo; e a Diretora Comercial Senior da Kantar Worldpanel, Christine Pereira.

O presidente da APAS, Pedro Celso, destacou o setor como grande gerador de empregos do Estado. “Mais de 512 mil atuam no setor e tivemos uma queda de empregos de 0,28% em março se comparado a 2015. Com toda essa crise, o setor praticamente manteve o emprego. Em termos de vendas, vamos fechar negativo, mas estou muito otimista para 2017”.

Segundo o vice-presidente da ABRAS, João Sanzovo, a Pesquisa retrata o momento do País, mas a rapidez das mudanças é muita grande. “Difícil fazer previsões quando se tem uma Lava Jato, por exemplo. Mas confesso ver a luz no fim do túnel e não é a locomotiva”.

O gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, um dos grandes desafios do momento é recuperar as vendas perdidas em 2015. “O grande supermercadista tem que se adequar ao novo perfil do consumidor diante de um cenário mais desafiador, preparar o mix e as lojas para este cenário”.

Christine Pereira, da Kantar, afirmou que o “novo consumidor” vai gastar mais e ir menos aos supermercados. ”Ele vai diversificar os canais e fazer aquelas compras mais esporádicas. Mas a compra de abastecimento voltou a ter mais importância”, explica.

Alimentação saudável é a grande oportunidade. Daniela Toledo, da Nielsen, observa, por exemplo, a troca do pão industriado pelo integral. “Mas o consumidor não abre mão de suas conquistas, dos produtos Premium, como as cervejas. Eles adquirem produtos mais baratos de outras categorias, como limpeza, e faz malabarismo para racionalizar”.


Fonte: http://feiraapas.com.br/

quinta-feira, 5 de maio de 2016

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Em meados de 2014, o  ECR Europe Shrink and On-shelf Availability Group http://ecr-shrink-group.com/  comemorou 15 anos de existência e teve reconhecida pelo ECR Europe a façanha de ter ajudado o varejo europeu a economizar €1.5 bilhão em redução de perdas de inventário.

O ECR Europe Shrink and On-shelf Availability Group é formado por representantes de varejistas, fornecedores, por consultores e por representantes da Academia. Ao longo dos anos o Grupo vem desenvolvendo um trabalho focado no entendimento das perdas de inventário no varejo e nas causas das mesmas com foco especial, mas não exclusivo, nas causas ditas “operacionais’.

O ECR Europe Shrink and On-shelf Availability Group realizou pesquisas, estudos e desenvolveu conhecimento e ideias que trouxeram benefícios reais em termos de redução e prevenção de desperdício não só para o varejo como para a indústria e mesmo para os Consumidores. O Group criou e disponibilizou metodologia, relatórios, materias e ferramentas como o “Loss Prevention Road Map”, o “Loss Prevention Pyramid” e mais recentemente a “Loss Prevention Benchmarking Tool”.

Sem dúvida ECR Europe Shrink and On-shelf Availability Group é um bom exemplo a ser seguido pelos diversos grupos de trabalho e comitês de prevenção de vendas criados no Brasil por várias entidades que congregam varejistas.

Para comemorar os 15 anos do Group, Colin Peacock, um dos executivos que participa do Group já faz muitos anos, fez uma lista com as 15 principais boas práticas para gestão e prevenção de perdas no varejo identificadas, testadas, aprimoradas e divulgadas pelo Grupo neste período.

Apresento a seguir algumas destas práticas as quais procurei adaptar as condições do mercado brasileiro:

Definir e fazer a gestão das perdas de uma maneira ampla e integrada ao longo de toda a cadeia de abasteciemento:
A prevenção de Perdas deve atuar nas perdas conhecidas e desconhecidas ao longo de toda a cadeia em conjunto com as equipes operacionais. O objetivo é trabalhar não só no controle das perdas, mas principalmente na melhoria do desempenho operacional. O importante é identificar exatamente onde a perda aconteceu e qual é a causa raiz. Todas as equipes devem ser cobradas pelo resultado total da perda ao longo da cadeia de abastecimento e não por índices calculados em segmentos específicos.

Investir na captura e análise cruzada de informações e permitir que todos tenham uma visão clara do montante e de onde estão as perdas:
A correta captura e análise cruzada das informações disponíveis referentes a inventários, perdas conhecidas, movimentações e ajustes de estoque, transações no PDV, cancelamentos, trocas, estoques virtuais ou negativos entre outras, são a chave para o engajamento das equipes, para a correta identificação do problema, o desenvolvimento das soluções adequadas e o rastreamento contínuo de resultados e tendências de desempenho O foco primário das análises deve ser a identificação das oportunidades de aumento das vendas e da margem o que acaba impactando também na redução das perdas. A análise cruzada de informações e indicadores desafia ideias preconcebidas referentes as perdas, melhora os resultados e a produtividade e pode, inclusive, ajudar na identificação de problemas até então desconhecidos.

Desenvolver entendimento claro (baseado em fatos e números) de causas e consequências, buscar soluções para aquelas oportunidades que estão sob seu controle:
A experiência sugere que talvez 2/3 de todas as perdas (ou até mais) no varejo decorram de falhas nos processos operacionais , erros de inventário, erros de movimentação, erros na captura de informações, avarias e etc, ou fraudes e furtos internos. Comparados com os furtos externos, estas duas causas são muito mais susceptíveis de influência e controle por parte das equipes operacionais e de prevenção de perdas. Ou seja, focar o trabalho na melhoria dos processos operacionais e no controle interno  é mais efetivo e traz resultados mais rapidamente. Além disto, a melhoria dos processos operacionais vai diminuir as oportunidades para os furtos externos.

Considerar as variações dos índices de perdas entre as diversas categorias e concentrar esforços nas categorias com maior potencial de benefício
Importante considerar que as diferentes categorias de produtos apresentam distintos índices de perdas, sendo que as causas para tais perdas também têm diferentes características. No caso do varejo alimentar, os perecíveis são responsáveis por 50% das perdas e apresentam índices de perdas mais altos que as demais categorias. Ou seja, algumas categorias exigem maior atenção e, eventualmente, soluções mais elaboradas. As ações têm que ser priorizadas em função do potencial de benefício esperado. Tratar todas as categorias da mesma forma e dedicar a mesma atenção a todas pode não gerar os resultados necessários.

Fraudes, furtos e roubos são uma consequências das vulnerabilidades operacionais
Fraudes, furtos e roubos acontecem porque existem oportunidades para tal. Um ato com má intenção é precedido de uma análise custo/benefício. Quando o “custo” é baixo em função de vulnerabilidades operacionais e baixa probabilidade de quem o fez ser identificado e/ou punido, o indivíduo se propõe a realizar o ato e obter o benefício. Sendo assim, a atuação da prevenção de perdas deve se dar no sentido da eliminação das vulnerabilidades, melhoria dos processos e aumento da possibilidade de identificação e punição d quem cometa o ato.

Tecnologia é somente um “viabilizador”
Tecnologias específicas tem, cada vez mais, um papel de destaque na gestão e controle das perdas de inventário. A tecnologia deve ser parte integrante, quase sempre um viabilizador acessório, de uma estratégia mais ampla que envolve a revisão de processos, captura e análise de informações e capacitação e treinamento da equipe. Além disto, estas tecnologias específicas devem ser disponibilizadas somente após uma análise custo/benefício robusta e factível e devem ser de fácil utilização por parte das equipes operacionais, principalmente.

Investir na equipe
Equipes engajadas, integradas, motivadas, e mesmo apaixonadas, ao longo da cadeia de abastecimento, é, certamente, uma das melhores soluções possíveis para a gestão e controle das perdas de inventário. Parte importante do engajamento se dá a partir da capacitação e treinamento, integração, disponibilização de informações,  ferramentas e da clara definição de papéis, responsabilidades e metas amplas e gerais. Nestas condições as equipes estarão menos susceptíveis a eventuais desvios e mais comprometidas com os resultados esperados.

Prevenção de Perdas requer uma liderança com um perfil analítico, investigativo, com boa comunicação, credibilidade, colaborativo e com bom conhecimento técnico (de prevenção e de varejo)
O papel do líder da Prevenção de Perdas é crítico e não pode ser subestimado. O líder da Prevenção de Perdas precisa ter um bom conhecimento técnico, além de conhecer o negócio e a organização. Deve ter um perfil analítico e investigativo, visão de processos, saber escutar e ter uma boa capacidade de comunicação. Deve ser agregador, passar confiança, ter boa capacidade de liderança, ser colaborativo e entusiasmado.  Além de tudo, deve ter a capacidade de conviver com a pressão permanente por resultados.

Tenho certeza que para a grande maioria, senão para todos, que de alguma forma interagem direta ou indiretamente, com prevenção de perdas no varejo não existem novidades nem surpresas nesta lista que, obviamente, não é exaustiva.

O varejo brasileiro, de uma forma ou de outra, tem amplo acesso à pesquisas, metodologias, tecnologias, artigos em geral, eventos e bons exemplos de trabalhos desenvolvidos no que diz respeito a prevenção de perdas. O fato é que a maior dificuldade é transformar estes ativos em resultado. As perdas de inventário no Brasil estão num patamar muito alto (ver 15º Avaliação de Perdas nos Supermercados Brasileiros 2015 da ABRAS).

O contexto atual requer uma revisão no trabalho que foi executado até aqui. O varejo precisa aumentar a produtividade e portanto, reduzir os gastos com prevenção de perdas, mas ao mesmo tempo precisa reduzir e manter as perdas de inventários num patamar baixo ao longo dos próximos anos.

O desafio é grande, mãos a obra!

* Eduardo de Araujo Santos é CEO da EAS Prevenção de Perdas ( eduardo.a.santos@easprevencao.com )

Fonte: http://onegociodovarejo.com.br/