terça-feira, 18 de junho de 2013

Comparativo básico Tecnologia Anti-furto AM e RFID

 
 
Uma das questões levantadas por diversos varejistas, sobre a tecnologia RFID, é sobre o uso desta também como tecnologia anti-furto. Analisando tecnicamente ambas as tecnologias, é possível determinar sob diferentes óticas, um comparativo para melhor esclarecimento. 

Porém, o ponto central da discussão é que as tecnologias possuem aplicações distintas. A Acusto Magnética, também conhecida como AM, possui aplicação voltada para anti-furto. Já a RFID, possui aplicação voltada para Store Performance e gestão da cadeia de suprimentos. Quando aplicadas em conjunto, darão ao varejista excelentes resultados. Segue análise sob a ótica de anti-furto somente:
 
 

 
1. Frequência de utilização: a tecnologia AM trabalha com baixa frequência (58kHz) e sua transmissão é por campo magnético. Já a tecnologia RFID, trabalha na frequência de 915MHz, e sua transmissão se dá por ondas de rádio;

2. Desempenho como Anti-furto: a tecnologia AM, não é afetada por líquidos ou corpo humano, diferentemente da tecnologia RFID. A tecnologia AM é detectada imediatamente ao acionamento, não necessitando de um processamento remoto, como na tecnologia RFID. Portanto, consegue detectar o furto mais rapidamente;

3. Eletrônica: no AM toda a eletrônica esta integrada nos pedestais. Já a tecnologia RFID é separada em módulos (leitores, antenas, servidor de processamento). Isto também implica no maior tempo de processamento;

4. Custo: para a aplicação anti-furto, o custo da implantação do AM é menor que ao RFID;

5. Distância de detecção: na tecnologia AM, a frequência é adequada para amplas aberturas de portas. Já na tecnologia RFID, o objetivo muitas vezes é o confinamento do sinal, para melhorar a identificação das etiquetas;

Portanto, em uma análise técnica básica, a tecnologia AM é mais adequada para a aplicação anti-furto, quando comparada ao RFID. Logicamente este é o cenário encontrado hoje.

Saiba mais sobre tecnologias de Store Performance diretamente no Blog: http://storeperformancebrasil.blogspot.com.br/

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Matéria publicada no Blog Store Performance Brasil ( http://storeperformancebrasil.blogspot.com.br/ )

sábado, 1 de junho de 2013

Impacto da circulação de cédulas falsas junto ao Varejo Brasileiro

 
 

O impacto das cédulas falsas é perceptível em todos os segmentos do Varejo, independente do porte, pois traz as seguintes perdas:
 
Trocos provenientes da transação;
Produto(s) proveniente(s) da venda;
Custo da operação;
Perda de Imagem - dependendo da forma como o cliente é abordado nessa situação, podemos ter uma perda sobre a imagem da empresa, sendo esta uma perda incalculável.
 

 

O mapa abaixo apresenta a posição oficial do Banco Central sobre as cédulas, mas perceba que o número de cédulas falsas pode ser ainda maior, caso as empresas deixem de enviar tais cédulas as suas agências bancárias e estas repassar ao Banco Central.

Data de atualização dos dados: 30/4/2013

Somente até 04/2013 já foram localizadas aproximadamente 96 mil cédulas falsas, onde se estima que 30% dos Brasileiros já receberam alguma. O gráfico abaixo apresenta a variação do total de cédulas identificadas como falsa em todo Brasil entre 2008 e 2012:


 

O gráfico abaixo apresenta a posição dos 5 estados de maior incidência ao longo de 5 anos (2008 – 2012), onde é possível perceber a representatividade do Estado de São Paulo sobre os demais estados de maior incidência.



Observa-se ainda que as cédulas de R$100,00 e R50,00 são mais falsificadas.

 

As empresas, em particular os pontos de venda, não possuem profissionais especialistas quanto à análise de cédulas falsas, mas podem sim realizar uma análise simples sobre os chamados Elementos de Segurança. Tais elementos são evidenciados no site do Banco Central, onde os mais conhecidos são a Marca d’água e a Marca holográfica.

 
 
Há algumas situações onde a falsificação, sendo grosseira, permite uma rápida identificação, porém a forma mais simples e segura é realizarmos a comparação com outras cédulas tidas como verdadeiras. Em situações como esta as lojas abordam o referido cliente rejeitando e pontuando de forma muito “transparente, direta e educada” o problema.

Em casos onde a cédula falsa somente for percebida após a conclusão da venda (na sangria do caixa ou junto a tesouraria), ela deve ser enviada junto ao numerário para depósito, onde será analisada pelo referido Banco que a direcionará ao Banco Central.

Percebam que quando foi mencionada a forma de informar cliente, foi realizada uma referência a transparência, objetividade e educação, pois o lojista deve agir de forma a não gerar qualquer tipo de indignação ou constrangimento ao seu cliente, podendo assim evitar perdas muito maiores, de qualquer forma lembramos que a falsificação é crime e rejeitar a cédula supostamente falsa é uma orientação dada pelo próprio Banco Central do Brasil, de qualquer forma é percebido que as empresas tem investido e muito quanto a treinamentos, e que são satisfatórios os resultados de tais ações.


Hoje existem tecnologias que permitem a identificação de tais cédulas, e algumas permitem haver interação junto à tesouraria, gerando assim maior controle e agilidade quanto ao fluxo das informações, mas todos geram ações reativas. Podemos também notar que os investimentos são realizados com base em indicadores e de forma muito direcionada e gradativa.

Em resumo, as cédulas falsas trazem muito prejuízos, sendo assim devemos estar atentos as novidades tecnológicas, regras do Banco Central e manter nossas equipes sempre atualizadas.
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O gado só engorda sob o olhar do dono!




Olá, amigos! Vocês devem estar se perguntando o que este título tem haver com Segurança Empresarial, certo? Digo que tudo!

O ditado “o gado só engorda sob o olhar do dono” descreve muito bem como deve ser a atuação de um gestor de segurança frente aos seus desafios diários. Explico melhor essa relação a seguir.

É sabido que todos os dias nos deparamos com os mais diversos cenários, sejam eles motivados por furtos, roubos, fraudes, acidentes, vandalismo, ameaças de todas as naturezas, etc, os quais chamamos de riscos inerentes. Para combatê-los é preciso que o gestor tenha um plano de ação correspondente e eficaz, o qual deve englobar as principais metodologias de Gestão de Segurança Empresarial.

Cito a análise de risco como a principal dessas metodologias, pois, acreditem, infelizmente há profissionais que a ignoram no planejamento estratégico.

Para que o plano tenha sucesso é necessário um trabalho minucioso, onde será levantado todo tipo de deficiências, sejam elas estruturais/físicas ou de processos. Deve-se, também, mapear as vulnerabilidades e obter a “fotografia” atual da situação. É a partir deste processo que o gestor de segurança começa a “engordar o gado.”


Situação mapeada, é preciso colocar em prática o plano de ação planejado e a peça fundamental para o sucesso é o envolvimento de todos os colaboradores. Vale lembrar que quando menciono colaboradores, estes não resumem-se somente ao quadro da equipe de segurança, a qual deverá ser a multiplicadora, trabalhar no “corpo a corpo” difundindo as melhores práticas. Se os colaboradores não estiverem imersos com as idéias e alinhamento da área de Segurança Empresarial, certamente o trabalho será mais penoso e o resultado não será o esperado.

Portanto, sem ações de Endomarketing e o engajamento da alta administração em todo o processo, não haverá sucesso na implementação do plano. Daí a necessidade de motivação de todos, cada um no seu papel, para efetivo sucesso do que foi planejado.


Como dono do negócio, é papel fundamental do gestor de segurança acompanhar todas as fases do plano de ação sem perder nada de vista. Sempre que a situação exigir, metas deverão ser estabelecidas, indicadores deverão ser criados e monitorados. Se necessário for, intervenções devem, também, serem feitas.

Resumindo: Se você não perder o foco de suas ações, tratar os desvios de imediato e manter os colaboradores engajados e motivados, do negócio fluirá de forma coesa.

Para terminar, deixo aqui uma frase do saudoso Chico Science: "Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar."

É isso aí, amigos! Sucesso a todos, e até o próximo artigo.

Autor: André Ochoa - Consultor e Profissional de Prevenção de Perdas e Segurança Patrimonial com vasta experiência no varejo e na prestação de serviços.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os 10 Mandamentos da Prevenção de Perdas



Muito falamos sobre Prevenção de Perdas e as ações que podemos adotar para identificação das falhas/erros que ocasionam tais perdas, porém após avaliar a Causa Raiz das perdas que são identificadas, mapear os referidos processos e mesmo após aplicar as melhorias ou correções necessárias, tentei identificar ações comuns que, se aplicadas de uma só vez ou se forem criadas como hábitos, trarão diminuição gradativa das perdas.
Foi então que pensei em criar os 10 Mandamentos da Prevenção de Perdas, sendo estes: 
  1. Não participará de ações que vão contra a Ética;
  2. Estarás sempre com a atenção no cliente, realizando a Abordagem Preventiva;
  3. Não deixarás de vender mercadorias que estão na reserva por mais de 48h;
  4. Nunca permitirá que um produto fique na loja sem a devida etiqueta de preço;
  5. Não deixarás que um produto seja mantido em lugar irregular;
  6. Irá sempre manter as portas, armários e gavetas devidamente fechados;
  7. Não deixarás jamais que uma perda se repita ou não seja comunicada ao teu gestor;
  8. Não permitirá que um usuário seja utilizado por outro que senão o próprio colaborador;
  9. Não deixarás de cumprir seu horário e as tarefas que são de sua obrigação;
  10. Cuidará de teu espaço de trabalho, ele é tua segunda casa.



Se notarmos a que se refere cada uma dessas frases, o que estamos carinhosamente chamando de “mandamentos”, podemos perceber que nada mais são que o respeito e cumprimento as normas e procedimentos da empresa e que mais que isso, fazem parte das Boas Práticas que, quando utilizadas, permitirão a diminuição das perdas e aumento ou mesmo melhoria de nossos resultados.
Nossas perdas aumentaram, é verdade, mas sei que juntos estaremos agindo de forma a ZERAR essas perdas, pois sei que PODEMOS!
 
1. Não participarás de ações que vão contra a Ética;
Esse “mandamento” fará com que as ações de cada um caminhem junto as expectativas da empresa, evitando assim quaisquer tipos de perdas que possam de alguma fora aferir a ética da empresa

2. Estarás sempre com a atenção no cliente, realizando a Abordagem Preventiva;
Neste podemos ter tanto a diminuição de perdas, quanto a perda de vendas por atendimento, podendo ainda gerar a fidelização do cliente

3. Não deixarás de vender mercadorias que estão na reserva por mais de 48h;
Aqui podemos transformar as mercadorias “paradas” em possíveis vendas, podendo ainda evitar a perda de margem por um produto permanecer na reserva até uma possível demarcação.

4. Nunca permitirás que um produto fique na loja sem a devida etiqueta de preço;
Essa ação fará sempre que as informações sejam claras ao cliente, evitando assim perdas de produtividade em virtude do Operador de caixa ter de consultar o preço, ou a geração de descontos indevidos.

5. Não deixarás que um produto seja mantido em lugar irregular;
Aqui podemos evitar que um produto seja danificado a ponto de ser relacionado a quebra

6. Irás sempre manter as portas, armários e gavetas devidamente fechados;
Isso trará não somente segurança ao Patrimônio da Empresa como principalmente ao próprio colaborador, podendo ainda impedir possíveis impactos a imagem da empresa/instituição.

7. Não deixarás jamais que uma perda se repita ou não seja comunicada ao teu gestor;
Faz-se então um alinhamento geral entre todos da empresa/instituição, onde as informações e ações são comuns. Esta situação permite gerar a transparência necessária no ambiente de trabalho.

8. Não permitirás que um usuário seja utilizado por outro que senão o próprio colaborador;
Muito alinhado a Segurança de Informação, esta prática permitirá o correto controle e segurança sobre o fluxo e a qualidade das informações, evitando assim possíveis perdas. Essa ação permite ainda a identificação de usuários que praticam erros ou atos irregulares, podendo assim trazer impactos indesejados a empresa, sua imagem e resultado.

9. Não deixarás de cumprir seu horário e as tarefas que são de sua obrigação;
Sendo mantido esse “hábito” a empresa/instituição estará caminhando direto aos objetivos traçados, sem nenhum tipo de impacto quanto as leis trabalhistas vigentes, o que além de impedir perdas quanto a reclamações ou autuações, também estará ajudando a manter o clima dentro da empresa.

10. Cuidarás de teu espaço de trabalho, ele é tua segunda casa.
Além de ajudar quanto ao clima e as condições do trabalho, também poderá trazer impacto a clientes internos e externos, que terão a sensação de maior controle, organização e transparência.
 
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Se avaliarmos as informações de cada Hábito, Ação ou Mandamento, podemos perceber que há um interligação entre elas e que todas estão alinhadas aos objetivos de quaisquer empresas que atuam no mercado formal e ético.
Sabe-se que por vários fatores, as perdas tem aumentado em seus mais variados segmentos, mas se cada membro da equipe assumir essas ações como práticas constantes poderão transformá-las em hábitos, estes que, como dito acima, estarão não somente diminuído as perdas nos mais variados segmentos, como também aumentando a produtividade, segurança e transparência necessárias a cada Empresa/Instituição.
É isso amigos, com cada um fazendo sua parte e agindo sempre como equipe, poderemos crescer cada vez mais e alcançarmos nossos objetivos!!!
Conto com vocês, ok????

Mapeamento de Processos




Dentre as ações ou mesmo tarefas inerentes as Áreas de Controle (Auditoria, Controles, Gestão de Riscos e Prevenção de Perdas) encontramos uma situação comum que é a necessidade de conhecer os processos e procedimentos atuais da empresa, em resumo o famoso “O que e como é feito”. É por essas necessidades que, para a atuação das áreas aqui mencionadas, devemos realizar o Mapeamento de Processos.

Subentende-se como Mapeamento de Processo a Análise e Documentação de todos os processos realizados pela Área, Setor, Departamento ou mesmo pela Empresa de forma geral, tendo como objetivo:



  • Identificar o fluxo das informações de cada processo
  • Identificar os Stakeholders de cada assunto/etapa
  • Rastrear as etapas e conseqüências geradas por cada integrante
  • Identificar o tempo gerado por cada análise



O Mapeamento de Processos tem sido cada vez mais levado a sério dentre as empresas, pois após a realização deste as chamadas áreas de controles poderão exercer suas tarefas, entre elas:



  1. Identificar falhas ou mesmo riscos quanto ao objetivo do Negócio;
  2. Propor Melhorias/Controle para as mais variadas tarefas;
  3. Diminuir perdas tanto financeiras como de imagem;
  4. Propor maior alinhamento com as áreas envolvidas nos mais variados assuntos;
  5. Envolver e responsabilizar ainda mais os Stakeholders da empresa;
  6. Reavaliação de Ações, Investimentos, Budget e Recursos.



Vejamos o exemplo:

“Um Médico que ao solicitar ao paciente a realização de um exame, utiliza este mesmo resultado para avaliação de possíveis doenças ou problemas que, se acompanhados e tratados, permitirão a este paciente uma boa saúde.

Ainda no exemplo da ação do médico, podemos identificar a ação deste quando questiona os hábitos de seu paciente, situação esta que o permitirá avaliar situações ou mesmo práticas que possam ser prejudiciais, propondo alterações necessárias quanto a estas hábitos”

 

Se avaliarmos a solicitação de exame do médico, porém demos perceber que este pediu na verdade uma avaliação sobre o funcionamento de alguma parte do corpo do paciente, no intuito de identificar um problema, pois bem, sendo assim, podemos então dizer que o Mapeamento de Processos age como esse exame inicial, que permitirá o Auditor/Analista ou mesmo Especialista, uma avaliação do que acontece e como acontece e após a confrontação do procedimento existente com uma norma, lei ou boa prática, poderá propor melhorias ou mesmo correções, que farão com que o setor ou área da empresa funcione corretamente, o que permitirá que a empresa alcance a Boa Saúde Financeira esperadas pelo seu proprietário e acionistas.



Em muitos os casos identificamos que temos uma “idéia” de como as coisas acontecem e após o mapeamento constatamos uma possível falta de recurso, podendo este ser relacionado a mão de obra ou mesmo estrutura, mas percebemos que, em muitos os casos, uma simples ação de alinhamento junto ao grupo/equipe, poderá gerar as correções necessárias para evitar possíveis falhas que venham a gerar perdas. Vale ainda lembrar que o mapeamento se da sobre processos físicos e sistêmicos, pois a validação do fluxo da informação deve ser sempre de forma total.



Podemos então considerar que o Mapeamento de Processos é o primeiro passo para que a empresa possa saber o que e como cada etapa de um processo funciona na prática e que será com base nestas análises que as demais áreas de controle poderão, junto aos gestores de cada uma das áreas mapeadas, traçar planos de ações para as melhorias que sejam necessárias para o constante crescimento e amadurecimento da corporação, o contexto é simples, devemos entender como estamos para traçar onde queremos chegar.