sábado, 14 de maio de 2022

Nutella trancada e escondida: supermercados da Zona Leste de SP adotam medida para evitar furtos

 Em uma das unidades, o produto fica dentro do estoque e o cliente precisa pedir para um funcionário buscar. O g1 visitou três unidades da rede de supermercados Chama e, em todas, os funcionários informaram que aumentou o furto de alimentos e higiene pessoal durante a pandemia.


Unidades de Nutella trancados na unidade Jardim Santa Maria. — Foto: Deslange Paiva/g1

Dois supermercados na Zona Leste de São Paulo estão escondendo ou mantendo a Nutella (marca de creme de avelã) trancada em estoques. Segundo funcionários, a medida foi tomada para evitar o furto dos produtos que se tornaram recorrentes nas unidades da rede supermercados Chama.


“Essa é uma orientação da diretoria para evitar furtos, são medidas estratégicas. Estamos tendo prejuízos há quase dois anos por conta desses roubos. As unidades [de Nutella] foram confinadas, o cliente que quiser pede no caixa e um funcionário vai lá e pega. O produto foi confinado, como uma coisa de valor agregado que fica dentro de um cofre”, afirmou o gerente da unidade da rede localizado no bairro Parque Paineiras.


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Fonte: https://g1.globo.com

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Da colheita à mesa, brasileiro joga 60 kg de comida fora por ano

“Perda” engloba tudo o que para no lixo, inclusive por falhas de logística e de conhecimento técnico

Por Gabriel Ronan

Alimentos são descartados na capital mineira; cada família brasileira desperdiça cerca de 350 g de comida a cada dia — Foto: FRED MAGNO

Aos 32 anos, Heron Gonçalves tem sua rotina dividida entre a venda dos brigadeiros caseiros que produz e o cuidado com a filha, de apenas 2 anos. Desempregado há quatro anos, o homem vive o desafio diário de levar o sustento para casa, mas nem sempre é possível. Ele é um dos 19 milhões de brasileiros que passam fome, número que cresceu 84% entre 2018 e 2020, conforme o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.

Quando conversou com a reportagem, Heron só tinha arroz para comer em casa. O cenário de insegurança alimentar grave enfrentado por ele se mistura com uma realidade de desperdício de alimentos: cada brasileiro joga fora, em média, 60 kg de comida todos os anos – considerando toda a cadeia alimentar, da colheita até a mesa. Um desequilíbrio que cobra um preço ainda mais caro em um panorama de total instabilidade econômica do país, com inflação de dois dígitos, salários estagnados e inadimplência e endividamento das famílias em alta.

Relatório feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que cada família brasileira desperdiça cerca de 350 g de comida a cada dia

Responsável pelo estudo, o pesquisador Gustavo Porpino, da Embrapa, defende uma reformulação da governança da cadeia alimentar para evitar perdas e garantir uma maior oferta de comida. 

Primeiramente, ele difere, conceitualmente, as perdas e os desperdícios. Segundo ele, se entende como “perda” tudo aquilo que acaba no lixo por problemas de logística, falta de conhecimento técnico ou outros fatores desde a colheita até o varejo. Um exemplo disso são as frutas que sofrem danos dentro dos caminhões por mau acondicionamento ou por estradas ruins. Já o desperdício é o que, efetivamente, uma família joga fora por não comer todo o almoço cozinhado, por exemplo.

“No Brasil, nós temos problemas ao longo de toda a cadeia produtiva, do campo à mesa. É um grande desafio, mas, ao mesmo tempo, entendo que o Brasil tem grande capacidade técnica. Se a gente organizar melhor, o Brasil pode enfrentar esse problema global mais rapidamente. É preciso ter um visão sistêmica”, explica Porpino.

“Essas relações comerciais também implicam a falta de ações de alguns órgãos da cadeia produtiva. A gente fala muito de inovação para prolongar a vida útil dos alimentos, mas, às vezes, intervenções bem simples são tão eficazes quanto. Isso passa pela organização das frutas e das verduras também nos sacolões”, aponta Gustavo Porpino, da Embrapa.


Fonte: https://www.otempo.com.br

terça-feira, 10 de maio de 2022

Três aplicações de data science que mudam os negócios de verdade no Brasil

Do varejo ao agronegócio, a ciência de dados impacta o cotidiano do consumidor em toda a cadeia

 

População nem percebe, mas usa os conceitos de ciência de dados em suas rotinas (Divulgação/InterSystems)

Por Juan Jensen*


A maioria da população nem percebe, mas usa os conceitos de ciência de dados em suas rotinas praticamente todos os dias em diferentes situações. De uma simples busca nos portais da internet até a compra efetuada em um marketplace que é entregue no dia seguinte, passando por recomendações de produtos no e-commerce e na proteção de informações digitais, as técnicas de análise, cruzamento e processamento de informações estão presentes. Assim, não é exagero dizer que, sem data science, o mundo não seria o mesmo.

Evidentemente, essa transformação não ocorre apenas no nível da experiência do usuário/consumidor. Para que a pessoa seja impactada na ponta final, é preciso que toda a cadeia passe por transformações profundas em relação ao tratamento e processamento de informações. Assim, diferentes setores praticamente reformularam seus modelos de negócios a partir das novas possibilidades oferecidas pela digitalização.


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Fonte:https://exame.com


Promoções têm forte peso no resultado do varejo no início de 2022, diz IBGE


Campanhas de promoções em segmentos varejistas ajudaram o resultado mais favorável nas vendas no comércio varejista nos dois primeiros meses de 2022, afirmou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve contribuição também de uma base de comparação fraca, uma vez que as vendas no varejo tiveram desempenho predominantemente fraco no segundo semestre de 2021.

Além disso, há um número maior de pessoas trabalhando, e a desvalorização recente do dólar ante o real ameniza a pressão sobre itens importados, enumerou o pesquisador.

Na passagem de janeiro para fevereiro, o volume vendido cresceu 1,1%, melhor desempenho para o mês desde 2016, quando também houve expansão de 1,1%. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas aumentaram 2,0% em fevereiro ante janeiro.

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Fonte:https://www.cnnbrasil.com.br

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Análise sobre as Perdas no Varejo Brasileiro de 2021

 A pesquisa sobre o resultado de perdas do Varejo Nacional de 2020, realizada em 2021 pela Abrappe, apresentou uma redução no índice médio de 1,36% para 1,33%, percentual este que aplicado ao Faturamento R$1,75 Trilhão representa uma perda total de R$23,26 Bilhões.

 


Essa perda acarreta resultados expressivos ao varejo, em especial sobre segmentos onde as margens são menores e isso impacta diretamente no resultado final de cada empresa e em especial na experiência de compra dos clientes. 


Os resultados por segmentos foram respectivamente:

    



Um ponto não destacado na pesquisa foi a avariação entre os 2 anos de cada segmento, onde temos uma atenção ao aumento de perda (ponto mais crítico) gerado em segmentos como Hipermercado, Magazine Nacional e Perfumaria.



Essa variação pode ser relacionada as ações de cada empresa, mas também a amostra utilizada na pesquisa, contudo o que se percebe é que os reflexos da pandemia podem ainda ser um desafio, pois o que se espera agora é um aumento de vendas que ainda sobre com o aumento dos preços gerado pela inflação de 2021.

Os resultados de Ruptura e Acurácia também tiveram um destaque, pois são pontos cada vez mais preocupantes não só para lojas físicas, mas agora mais impactantes na experiência de compra do cliente, pois a ausência do produto no omnichannel acarreta grande transtorno e impacto negativo nas vendas em virtude da decepção gerada ao cliente e a facilidade e agilidade do cliente pesquisar e comprar em um concorrente.


Aqui percebemos que segmentos como Perfumarias, Supermercados e Construção requerem mais atenção quando a Acurácia de seus estoques e a atuação sobre este indicador pode gerar excelentes ganhos nas compras, distribuições e como consequência, redução de perdas como vencimento, aumento de margem, por evitar situações de markdown (em virtude de possíveis acúmulos) e aumento de venda, por haver o produto na quantidade correta frente a demanda existente.

Distribuição e Causas das perdas

A distribuição das perdas é realizada através da separação de perdas identificadas (vencimentos/avarias) e as perdas não identificadas (resultado do inventário), separação importante para que as ações reativas e preventivas seja ajustadas, uma vez que, no caso das perdas identificadas, o registro adequado, permite maior assertividade na atuação e mais rápida redução deste indicador:



Já as causas das perdas foram classificadas de forma geral da seguinte maneira:


O que se percebe é que quanto mais precisa for a mensuração destes resultados, mais adequado será o direcionamento da atenção e esforços da equipe e consequentemente os resultados serão maiores, sendo assim o ponto de atenção aqui é a correta classificação e registro das perdas ao longo de todo o período e o uso de ferramentas de gestão que gerem maior assertividade e direcionamento da equipe.

Fonte: Pesquisa de perdas 2021 Abrappe


Quer ter mais informações, saber como mensurar tais resultados, como atuar na redução de tais perdas respeitando a estrutura atual, melhorar a acurácia dos estoques e reduzir seu índice de ruptura, maximizando assim seus resultados, se sim, entre em contato comigo e terei prazer em lhe apoiar!


Autor da análise: Gilberto Quintanilha Júnior


sábado, 3 de agosto de 2019

Durante a crise, varejo errou no tratamento ao consumidor

Como resultado, 43% do público não sente identificação especial com nenhuma rede varejista

Entre 2015 e 2018, o Brasil viveu o auge daquela que é considerada por muitos a pior crise da história do país. Sérios problemas macroeconômicos atingiram quaisquer atividades produtivas e, claro, o setor varejista sofreu bastante. Mas nem todas as dificuldades no período devem ser colocadas na conta de fatores externos. Sim, o varejo também errou ao 'abandonar' seus clientes.

A constatação é de um estudo feito pelo Locomotiva Instituto de Pesquisa . Na prática, as redes se sentiram obrigadas a conceder descontos e a realizar diversas ofertas. Até aí, tudo bem, no entanto acabaram focando suas estratégias anticrise apenas nesses fatores emergenciais, reduzindo ações de valorização das suas marcas e ignorando táticas de longo prazo para fidelizar o público. 

Como resultado, pesquisa recente do  Locomotiva mostra que 43% dos 1,5 mil consumidores ouvidos simplesmente não se identificam com nenhuma marca (bandeira) do varejo brasileiro. Na avaliação de Renato Meirelles, a crise poderia ter aproximado varejistas de seu público, porém acabou por aumentar a distância entre as partes. "As redes cortaram custos, reduziram volume de empregados em áreas de atendimento, retiraram do ar campanhas mais institucionais, que fortaleciam a relação das marcas com a família, por exemplo", afirmou o presidente do Locomotiva Instituto de Pesquisa, durante evento realizado pelo Ibmec.

Nesse cenário, ganhou pontos com o público quem foi além das iniciativas focadas exclusivamente em preço. Entre as estratégias bem-avaliadas por consultores estão promoções cuja mecânica envolve juntar selos a cada compra para ter direito a retirar prêmios – realizadas com frequência em redes de supermercado como Pão de Açúcar e Coop – e também os investimentos assertivos na área digital, a exemplo do que faz o Magazine Luiza.


Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Dia dos Pais: como o varejo pode se preparar para diminuir as perdas e estimular as vendas?

Foco no engajamento do time e investimento em tecnologia estão entre as recomendações da Sensormatic Solutions

O Dia dos Pais, que será celebrado no dia 11 de agosto, deve impulsionar as vendas do varejo brasileiro. Segundo um levantamento realizado pelo Google, 38% dos entrevistados pretendem gastar mais com presentes do que no ano passado, representando um ticket médio de R$ 298.

O aumento do fluxo em datas sazonais, entretanto, exige que os varejistas redobrem a atenção. “O maior movimento pode significar possíveis furtos e demais perdas que trazem impacto à rentabilidade da empresa”, explica Gilberto Quintanilha Júnior, gerente de Prevenção de Perdas da Sensormatic Solutions, maior fornecedora de tecnologia para o varejo do mundo.

Segundo uma pesquisa realizada pela Abrappe (Associação Brasileira de Prevenção de Perdas), o varejo registrou aumento de quase 7% no índice de perdas em 2018, diante de uma alta inferior a 2% de faturamento. O executivo, então, ressalta que, por meio de boas práticas e de soluções tecnológicas, é preciso adequar as ações preventivas à realidade de cada ponto de venda. “Mas sem perder a atenção à experiência de compra do consumidor, que poderá gerar impacto positivo no faturamento e na margem, além da redução das perdas”, alerta.

Visando este cenário de aumento de perdas e do fluxo esperado para o Dia dos Pais, a Sensormatic Solutions elencou cinco dicas para o varejista se prevenir e alavancar as vendas:

1) Utilize a tecnologia como aliada
O uso de soluções de gestão, exposição, monitoramento e segurança é ponto-chave para quem quer ter os melhores resultados, já que esses itens inibem a ação de fraudadores e melhoram a experiência de compra do cliente. “Com essas tecnologias, o varejista tem maior visibilidade de seus estoques e da operação, além de produtos em menor risco e expostos de forma mais adequada”, destaca o executivo.

2) Garanta a exposição e a reposição
Segundo Quintanilha, um dos principais fatores para a perda de uma venda - e até do próprio cliente - é a ausência do item no momento da compra. “A atuação da equipe e o uso de soluções de gestão de estoques dão visibilidade e permitem maior adequação à compra e distribuição, evitando perdas de venda e de inventário, ou relacionadas à quebra operacional”, completa.

3) Motive os funcionários
É necessário que todos os colaboradores estejam engajados. “Estimule toda a equipe a se sentir responsável pelos resultados, até porque, a venda e a perda afetarão a todos igualmente”, destaca Quintanilha. O executivo explica ainda que, durante as reuniões semanais ou diárias com os funcionários, é importante reforçar as orientações sobre pontos de atenção e destacar os resultados obtidos, sempre baseados em informações objetivas e simples.

4) Identifique áreas/produtos de risco
É importante identificar e mapear pontos de vulnerabilidade, que nem sempre representam toda uma área. “É necessário ter atenção ao acesso às áreas restritas, pessoas que circulam pela loja em pontos de pouca visibilidade e a itens que historicamente possuem perda”, explica o executivo. “Isso dará visibilidade à reposição, exposição e ao próprio atendimento, podendo resultar na conquista de clientes ou na inibição de possíveis furtantes”, completa. Outro ponto de destaque é checar se a quantidade de itens existentes em Nota Fiscal é a mesma do estoque físico e do sistema recebido.

5) Atente-se à operação de caixa
Processos como cancelamentos, descontos, trocas e realização de sangrias precisam ser conferidos. Segundo o executivo, furtos, avarias ou vencimentos nem sempre representam a maior parte da perda. “Com a loja cheia é mais comum haver vulnerabilidades. Por isso, os controles e/ou ferramentas que monitoram e validam tais procedimentos são fundamentais para a segurança da operação”, pontua.



Para Quintanilha, fatores como conhecer as causas específicas das perdas e da não conversão da venda, ter acesso a informações com maior acurácia - de forma mais rápida e simples -, e utilizar soluções que padronizam e geram mais agilidade e segurança à operação contribuirão para vendas e margens mais adequadas à estratégia do varejista. “Ao seguir essas recomendações, o varejista poderá oferecer uma melhor experiência de compra ao cliente, garantindo a redução de prejuízos e contribuindo para a melhor rentabilidade do negócio”, conclui.

Fonte: https://www.segs.com.br/mais/economia