quinta-feira, 7 de abril de 2016

EMPRESAS ATACADISTAS SÃO MANTIDAS EM REGIME ESPECIAL

Setor chegou a um acordo com a Secretaria da Fazenda de MG

Os atacadistas conseguiram um acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) para garantir o regime de tributação especial para uma parte considerável das empresas do setor. A possível revogação da forma diferenciada de recolhimento, proposta pelo governo, era vista como ameaça para o segmento, que emprega cerca de 15 mil pessoas diretamente em Minas Gerais. Durante as negociações, muitos empresários cogitaram a possibilidade de migrar para outros estados, caso não houvesse uma flexibilização das regras.

Até o ano passado, o setor trabalhava com um regime de tributação especial, no qual o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) ocorria após a venda dos produtos. Mas, com o intuito de aumentar a arrecadação, por meio de medida publicada em julho de 2015 no Diário Oficial do Estado, o governo passou o recolhimento do imposto para o momento em que os produtos fossem adquiridos em outros Estados e entrassem em Minas Gerais.

A mudança foi vista de forma negativa pelos atacadistas por causa do risco de bitributação. Os negócios fechados em outros estados seriam debitados em Minas e o empresário teria que pleitear o ressarcimento, que ocorre apenas em débitos tributários. Mas, ao mesmo tempo, o atacadista teria que pagar o imposto ao estado de origem das vendas.

Outra reclamação é quanto à burocratização imposta ao processo. Isso porque os empresários tiveram que fazer um levantamento dos produtos em estoque para saber quais deveriam ter o imposto recolhido, já que o pagamento passaria a ser antes da venda.

Mas, levando em conta o risco de elevação dos custos para o setor, a SEF voltou atrás em sua decisão. Segundo o diretor-executivo da Associação dos Atacadistas Distribuidores do Estado de Minas Gerais (Ademig), Joselton Carvalho Pires Ferreira, uma parcela considerável dos atacadistas terá o regime especial de tributação mantido. Terão direito à forma diferenciada de recolhimento as empresas que têm mais de 95% de compras realizadas junto às indústrias. São excluídos desse processo, portanto, aqueles que compram de outros atacadistas e distribuidores.


Além disso, aqueles que têm suas mercadorias vendidas fora do Estado também terão direito ao regime especial, o que evita a bitributação. Para terem acesso a esse tipo de recolhimento, porém, é preciso que estejam rigorosamente em dia com todas as obrigações fiscais principais e acessórias. “No fim das contas, o acordo permitiu a desburocratização do nosso trabalho. Não temos um levantamento de quantas empresas terão direito ao regime especial, mas posso garantir que equivale à maioria dos atacados mineiros. O governo acaba ganhando com isso, porque se as empresas saíssem do Estado por causa das dificuldades tributárias, haveria redução na arrecadação”, afirma.

Perspectivas - Mesmo sem os riscos de saírem do Estado, as perspectivas para o ano permanecem negativas. Em decorrência do mau momento econômico, o esperado é que, na melhor das hipóteses, os atacadistas mineiros repitam os resultados alcançados em 2015. Mas o viés é de baixa. “Ainda não posso fazer uma projeção fechada porque estamos levantando os dados do primeiro trimestre para termos uma noção exata do cenário. Mas já sabemos que a economia não está indo bem”, afirma. Em Minas Gerais, os principais segmentos atendidos pelo setor são os de alimentos e construção civil.

Fonte: Diário do Comércio – MG

quarta-feira, 6 de abril de 2016

6 CAMINHOS PARA O VAREJO DE MODA MANTER O LUCRO


Diretor da ABVTEX fala sobre como o lojista de moda pode conseguir crescer agora

O ano é difícil para todo o varejo. No caso do varejo de vestuário, que depende basicamente do poder de compra do consumidor, afetado pela queda do nível de confiança no País, manter margens requer estratégias bem diferenciadas.

Para lidar com essa realidade, Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX – Associação Brasileira do Varejo Têxtil, que reúne as principais empresas do varejo de vestuário do País, dá algumas dicas:

1. Mix de produto atrativo
Em época de crise, o consumidor quer foca em uma compra com o máximo de benefícios possível. Para atraí-lo, ter um mix diferenciado é essencial.

2. Política de construção de preços assertiva
Agora, o consumidor precisa perceber mais valor e não preço. Oferecer claramente o valor agregado do produto ajuda a alavancar a lucratividade.

3. Produto certo no lugar certo
“Colocar o produto certo, no lugar certo e no momento certo, capturando todas as oportunidades de vendas e evitando rupturas, principalmente nos produtos básicos, é um desafio que a grandes redes têm buscado constantemente”, afirma Lima.

4. Exposição correta
Outra solução é preparar adequadamente a exposição do produto no ponto de venda para surpreender o consumidor. “É o que chamamos de visual merchandising. Num momento de crise e baixa confiança do consumidor é preciso elevar sua autoestima e despertar o interesse para adquirir um produto novo. Uma vez despertado este interesse, cabe uma atenção especial ao provador, que deve ser de fácil acesso e confortável para a prova de roupas”, ressalta.

5. Nada de filas
Longas esperas no provador e filas no caixa só afastam o consumidor. Organize a loja de forma a evitar transtornos, barreiras na jornada de compra.

6. Foco na oferta de crédito
Em um momento de aperto no orçamento doméstico, a rede que oferecer crédito de maneira fácil e barata sai na frente.

Fonte: Portal NoVarejo

SP REDUZ EM 70% USO DE SACOLINHAS UM ANO APÓS LEI


Embalagens com material bioplástico são maiores e cobradas à parte. Percentual de reciclagem na cidade subiu para 2,5% na gestão Haddad.

A capital paulista reduziu em cerca de 70% o consumo de embalagens plásticas, um ano após a “lei das sacolinhas” entrar em vigor (5 de abril de 2015), segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas). As lojas só podem disponibilizar sacolinhas verdes ou cinzas, que além de reduzirem o impacto ambiental, são maiores, mais resistentes e cobradas individualmente.
As sacolinhas com material bioplástico foram adotadas pela Prefeitura de São Paulo para alavancar a coleta seletiva em São Paulo e reduzir a quantidade de resíduos que são encaminhados para os aterros.
Segundo a Prefeitura, o percentual de reciclagem na cidade, em relação ao total coletado, subiu de 1,06% na gestão anterior para cerca de 2,5% na administração do prefeito Fernando Haddad (2013-2016). Em 2014, 65 mil toneladas de lixo foram retiradas pelo Programa de Coleta Seletiva, e, em 2015, 86 mil.
A redução do consumo das embalagens se deve a diversos fatores, de acordo com a Amlurb. As sacolas têm capacidade maior de volume e de carga em relação ao modelo anterior, comportando mais produtos. Além disso, os supermercados, que antigamente diluíam o valor das embalagens nos preços dos produtos, vendem as sacolinhas à parte, em média ao custo de R$ 0,08 a R$ 0,10 centavos, exigindo que consumidor adquira apenas aquelas que necessita.
A Amlurb também atribui a redução à conscientização da população. “As pessoas estão percebendo a necessidade de reutilizar nessa sociedade de consumo. O lixo não desaparece e não há mais espaço que dê conta desta grande produção de resíduos”, explica Julia Moreno Lara, geógrafa e assessora de gabinete da Amlurb.
De acordo com a Amlurb, as sacolinhas também são instrumentos de comunicação social e ambiental, já que nelas vêm escrito quais materiais separar e como separar, sem contaminação.
Além da maior capacidade de carga, que exige menos sacolas, a própria composição das embalagens tem objetivo de reduzir o impacto ambiental e a produção de resíduos. No mínimo, 51% da composição das sacolas é bioplástico, obtido de recursos como a cana, a beterraba e o milho. O modelo anterior era feito de materiais derivados do petróleo. A sacola verde é para materias recicláveis e a cinza para não recicláveis.

Coleta seletiva
O mestre em Ciências Biológicas, pós-doutor em Saneamento e professor da EACH/USP, Ednilson Viana, explica que a “lei das sacolinhas” pode reduzir o impacto ambiental, mas alerta que para gerir resíduos são fundamentais outras iniciativas que atuem em conjunto. De acordo com o professor, ainda há uma grande produção de resíduos frente a um baixo índice de reaproveitamento no Brasil.
“As opções para um destino correto dos resíduos deveria seguir a seguinte hierarquia: primeiro, valorizam-se os resíduos através da reciclagem. Se não for possível, deve-se valorizar os resíduos submetendo-os a tratamentos térmicos. Se não for possível, utiliza-se métodos de disposição no solo (aterro sanitário). No Brasil, ainda lutamos para substituir o lixão por aterro, enquanto os países lá fora já estão deixando este método. É uma barbaridade. A cidade de Boras, na Suécia, reaproveita 99% dos resíduos”, afirma.
Quando questionado sobre o motivo de valorizar o lixo e buscar um descarte adequado, o professor explica que a forma como ele é tratado nos atinge. “Eu começaria não chamando os resíduos de lixo. O lixão pode estar longe da nossa vista, mas os problemas que ele acarreta chegam até nós trazendo efeitos deletérios, construindo um ambiente de risco”, explica.
“O descarte inadequado deteriora a natureza, que é nossa fonte de vida – tanto o solo, a água e as plantações, quanto os animais que se alimentam do pasto contaminado e que chegam à mesa do consumidor. Os problemas podem chegar a nós por vias indiretas também, servindo como criadouros de mosquitos, por exemplo”, continua.
Além de iniciativas das autoridades públicas, o primeiro passo, para o professor, é o exercício individual de cidadania. “A gestão de resíduos começa no controle de sua produção. Não basta colocar o saco de lixo na porta de casa. Devemos nos atentar à própria conduta para fortalecer a cidadania. É preciso consumir com mais consciência, optando por produtos a granel ou evitando sacolas no supermercado, por exemplo. Evitar a produção de resíduos é evitar aquele fluxo que envolve transporte, gasto de espaço, de energia, etc”, diz.

Reciclagem
Segundo a Prefeitura de São Paulo, desde 2013, o Programa de Coleta Seletiva foi ampliado para dez novos distritos, abrangendo 85 dos 96 distritos da cidade. Atualmente, 46 distritos contam com o serviço universalizado (em todas as ruas de um distrito), frente a 14 distritos nas gestões anteriores. A promessa é a de que até o final deste ano o serviço esteja em toda a cidade.
As duas primeiras centrais mecanizadas de reciclagem foram inauguradas nos últimos anos e cada uma delas tem capacidade de processar 250 toneladas por dia de materiais recicláveis. Além disso, a Prefeitura também conta com 33 ecopontos e apoio de mais 21 cooperativas conveniadas de resíduos secos e 1 de resíduos eletroeletrônicos.

Fonte: Globo.com

terça-feira, 5 de abril de 2016

A nova cultura de consumo dos brasileiros

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Consumo: relatório aponta que 87% acham que o Brasil está no rumo errado — e isso também mudou o sentimento da população em relação a compras.

Na opinião do consumidor, o país não inspira confiança.” É o que defende Thiago Graça Ramos, autor do estudo “10 anos que encantaram e desiludiram o consumidor brasileiro”, do Ipsos Connect GMU. Segundo ele, 87% acham que o Brasil está no rumo errado — só 8% acreditam no contrário. O número é consequência da crise política e econômica catalisada pelo escândalo de corrupção investigado na Operação Lava Jato. E isso afeta diferentemente o consumo.

Enquanto a parcela pessimista da população cresceu, os otimistas diminuíram. Os primeiros são as pessoas que acham que podem perder o emprego a qualquer momento. Entre eles, 99% consideram que a situação econômica muito ruim. Os otimistas, por outro lado, continuam comprando normalmente e não veem chance de perder seus trabalhos. São um grupo pequeno. É o que mostra a pesquisa mensal feita pelo Ipsos, em 72 municípios brasileiros, e apresentada nesta segunda-feira (04/04), no 7º Congresso Brasileiro de Pesquisa de Mercado, Opinião e Mídia da ABEP, em São Paulo.

O evento discutiu as mudanças nos padrões de consumo dos brasileiros. Mas a crise não foi o único tema. O avanço da tecnologia também foi responsável por parte das transformações. Entre 2010 e 2014, um novo item entrou para a cesta de necessidade básica do brasileiro (a em que está comida e gás): o smartphone. Erick da Silva Vasconcelos, do Ipsos, apresentou dados que ilustram a evolução do aparelho, no painel “Não vivo sem ele: quando o celular deixou de supérfluo”.

Em 2014, a população já tinha 16 vezes mais celulares do que telefones fixos. E há anos, o número de aparelhos ultrapassa o da população brasileira.

Segundo Vasconcelos, já é possível observar uma mudança nos dispositivos. Eles voltaram a ganhar tamanho — justamente por causa da quantidade de funcionalidades. Para ele, em um futuro próximo, o celular deve ganhar novos tipos de material, novo visual (entrando na onda dos dispositivos vestíveis) e alertas inteligentes. “Você vai passar em frente a uma loja e receber a notificação de que há um item ali que você estava procurando.”

Crianças
As crianças também são um importante grupo. Uma pesquisa das empresas HSR e Officina Sophia ouviu 1.500 de 7 a 12 anos. Só 38% não tinham celular. E mais: para a maioria delas, o aparelho atual não é o primeiro. O estudo revelou ainda que a maioria nunca desliga o smartphone ou só desliga quando vai dormir. Ou seja, estão sempre conectadas. Facebook e WhatsApp são os aplicativos mais utilizados. 92% diz saber para que serve o dinheiro — e a maior parte delas gasta apenas uma parte do que recebe dos pais e guarda o restante.

Alimentação
Por sua vez, o estudo “De mestre-cuca ao MasterChef: o que moverá o consumo do setor de alimentação fora do lar na próxima década?” entrevistou 400 brasileiros para falar das 15 principais marcas de fast-food no país. Se antes o consumidor estava desconectado e tinha necessidades basicamente funcionais na hora de sair para comer, hoje ele exige uma experiência emocional. Segundo Fernanda Campanini, autora do estudo, para uma marca vencer hoje ela precisa ser significava e diferente. “Agregar o emocional é o caminho para fortalecer as marcas”, diz Fernanda.

Fonte: Época Negócios

quinta-feira, 31 de março de 2016

A realidade do comércio digital já é móvel


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Comércio digital: 76 milhões de consumidores: este é o potencial do mobile commerce no Brasil e o número de usuários de smartphones no país.
* Jean Christian Mies

76 milhões de consumidores: este é o potencial do mobile commerce no Brasil e o número de usuários de smartphones no país divulgado pela Nielsen Ibope, no último trimestre de 2015. Este número representa, segundo a empresa de pesquisa, um crescimento de 48% em relação ao ano anterior, reforçando o potencial local de vendas neste setor.

Atualmente, mais de 37% dos acessos à páginas de e-commerce são feitos pelo celular, de acordo com dados da E-Bit, empresa especializada em informações sobre comércio eletrônico. Entretanto, no caso das vendas mobile, vale ressaltar que muitas vezes as compras não são concluídas nestes canais por problemas de usabilidade e lentidão que envolvem a etapa de pagamento. Fazer com que estes acessos efetivamente convertam, requer estratégia.

Felizmente, a linha de aprendizado do e-commerce brasileiro tem evoluído rapidamente nos últimos cinco anos e os varejistas estão se apressando para adaptar suas lojas online para dispositivos móveis, como fizeram a Hering e a empresa de hospedagem AirBnb. Outras, já começam a investir em seus próprios aplicativos ou são negócios móveis nativos como a 99Táxis, EasyTaxi e Uber. A estratégia mobile não é mais uma opção, é fundamental para o negócio e deve alcançar todas as etapas de compra, principalmente o pagamento. Atualmente, de acordo com o Mobile Payment Index da Adyen, em 2015, os smartphones superaram pela primeira vez os tablets nas compras online.

Há até pouco tempo, o pagamento era a última etapa do checkout a receber alguma atenção na arquitetura do e-commerce. Hoje, é sabido que esta etapa é crítica para o  negócio e com o crescimento do mobile commerce ganha ainda mais peso. As soluções disponíveis são muitas: pagamentos móveis em páginas responsivas, que podem melhorar as taxas de conversão entre 15% e 20%, segundo dados da Adyen; pagamentos in-app, que possibilitam ao cliente completar o pagamento com rapidez e segurança sem sair do aplicativo; tokenização, para pagamento em apenas um toque; e métodos alternativos de pagamento como Apple Pay e Samsung Pay, que têm apelo com consumidores mais jovens; entre outros.

Além da penetração do número de smartphones sendo usados, outro motivo que têm levado grandes marcas a investir neste canal é a maturidade do comércio eletrônico no Brasil. O país alcançou um estágio em que as pessoas estão mais propensas a testar novos canais. Habituado a fazer compra pelo computador, o consumidor avança da etapa de usar dispositivos móveis só para pesquisas de produtos e sites e já considera comprar também pelo celular.

Os dispositivos móveis já fazem parte do dia a dia dos consumidores para diversas tarefas e proporcionam também uma experiência de compra de segura, cômoda e personalizada. Assim, além de um ambiente de navegação intuitivo, recomendação de produtos assertiva e de uma comunicação entre os canais on e offline, o consumidor deseja acima de tudo um checkout mobile descomplicado.

Em um país onde 61% da população, em todos os níveis sociais, possuem smartphones, o comércio digital é cada vez mais mobile. A oportunidade é significante e não pode ser ignorada pelas empresas que buscam soluções para atingir novos consumidores e novas fontes de receita.

* Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Adyen para a América Latina

Fonte: http://onegociodovarejo.com.br/

9 negócios que pediram recuperação judicial até agora


9 negócios que pediram recuperação judicial até agora

O número de pedidos de recuperação judicial subiram de 116 para 251 nos dois primeiros meses deste ano comparado ao mesmo período de 2015, revela uma pesquisa recente da Serasa Experian.

O resultado é o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências.

Reunimos, a seguir, nove grandes empresas que estão entre as que pediram recuperação de janeiro até agora.


Grupo Schahin

Há poucos dias, o plano de recuperação judicial de 13 empresas do grupo Schahin foi homologado, decisão que evita a falência da companhia.

O grupo tem hoje uma dívida de R$ 6,5 bilhões, sendo que os bancos credores têm R$ 1,5 bilhão para receber cada um.

A companhia enfrenta dificuldades desde que a Schahin Engenharia foi citada nas investigações da Lava Jato, que investiga um cartel de corrupção formada a partir de relações com a Petrobras. 




Camisaria Colombo

Na semana passada foi a vez do Grupo Colombo anunciar que reestruturaria uma dívida de 1,3 bilhão de reais – sendo 800 reais devidos para grandes bancos como HSBC, Credit Suisse, Santander, Itaú e Banco do Brasil.

A crise que abalou todo o varejo também derrubou as vendas da empresa. De 2014 para 2015, as receitas do grupo Colombo caíram 40%. 



Grupo GEP

Queda de consumo e descontos excessivos aliados a desvalorização cambial e altas taxas de juros acabaram por levar o dono da marca Luigi Bertolli, o grupo GEP, a pedir recuperação judicial em fevereiro.

A companhia, que cresceu cerca de 10% por ano entre 2008 e 2014, teve um  2015 complicado e não conseguiu vender o suficiente para compensar suas dívidas.


BMart

O grupo Bmart, formado por 28 empresas diferentes de distribuição de brinquedos, pediu recuperação judicial depois de acumular uma dívida de 118 milhões de reais.

A companhia, criada em 1995, começou com uma pequena loja na capital paulista até atingir presença em 28 pontos comerciais em shoppings de São Paulo e Minas Gerais.



Barred's

No início de março, a varejista de moda Barred’s entrou com pedido, depois de acumular 104,2 milhões de reais em dívidas, a maioria para shoppings – isso sem contar o montante destinado a bancos, fornecedores e funcionários.

A companhia tinha faturamento estimado de R$ 90 milhões e, além de vender, passou a fabricar as próprias roupas em 2008, quando iniciou um plano de expansão de lojas. 



Leader Magazine

No início de março, o BTG Pactual confirmou a contratação da consultoria Alvarez & Marsal, especializada em gestão de empresas com graves problemas financeiros, para a varejista Leader, iniciativa relacionada ao processo de recuperação.

O banco informou que "não há informações adicionais relevantes" a serem divulgadas sobre a Leader por enquanto.



Bombril

Com alto endividamento, caixa reduzido e sucessivos prejuízos, a fabricante de bens de consumo Bombril contratou assessoria para reestruturar o negócio em fevereiro.

A ideia é evitar a recuperação judicial, apesar do prejuízo de R$ 240 milhões e o caixa apertado da empresa nos primeiros nove meses de 2015.


Mabe

Dois anos depois de entrar com pedido de recuperação judicial, a Mabe Eletrodomésticos decretou falência por não conseguir pagar credores e manter pagamento de funcionários.

A empresa, que nasceu com a fusão entre as empresas GE e Dako em meados de 2004, havia entrado com pedido de recuperação judicial em maio de 2013. Um ano depois, fechou uma de suas fábricas em Itu, SP, demitindo 1.000 pessoas.


Abengoa

O grupo espanhol de engenharia e energia Abengoa entrou com pedido de recuperação judicial para três de suas subsidiárias no Brasil: Abengoa Concessões, Abengoa Construção e Abengoa Greenfield.

Os pedidos foram feitos para "minimizar os impactos da suspensão de alguns dos projetos em construção e alcançar uma solução que seja adequada para todas as partes interessadas e afetadas pela situação atual".


Fonte: http://exame.abril.com.br/

Negócios para o público feminino reúnem 100 redes

A mulher, geralmente a responsável pelas compras da casa e do marido, virou alvo da indústria, do varejo e, não é de hoje, do setor de franquias. Uma das primeiras marcas brasileiras a apostar no público feminino foi a rede de salões Jacques Janine, inaugurada em 1958, em São Paulo, pelo casal francês Jacques e Janine Goossens.

Hoje, o negócio, com faturamento de R$ 100 milhões, tem o status de maior rede de salões da América Latina, com 64 unidades em funcionamento em oito Estados brasileiros - apenas duas são próprias.

Fonte:http://www.valor.com.br/